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terça-feira, 9 de julho de 2013

Copa das Confederações não aumentou comércio nas cidades-sede, aponta SPC

Expectativa de que o eventos poderia movimentar o turismo no país, e consequentemente o comércio varejista, foi frustrada, segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press) 


A expectativa de que a Copa das Confederações poderia movimentar o turismo no país, e consequentemente o comércio varejista, foi frustrada, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) feita com torcedores. O levantamento aponta que 85% das pessoas que foram aos estádios moravam no mesmo estado onde estava sendo realizado o evento. Com isso, o comércio também não viu o aumento de demanda esperado com o evento.

“Uma pesquisa anterior realizada em abril desse ano, mostrou que 83% dos comerciantes acreditavam que a Copa das Confederações iria trazer novas oportunidades de desenvolvimento para os negócios locais. A falta de turistas no evento, aliada aos resultados das manifestações nas ruas frustraram essas expectativas”, avaliou o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior.

Segundo a pesquisa, a maior parte dos gastos feitos por turistas foi direcionado para o setor de serviços, como restaurantes, bares e boates. Os dados mostram que boa parte dos consumidores pretendiam gastar durante o dia do evento com alimentação (média de R$ 90 por dia), bares e boates (média de R$ 101 por dia). E o estudo mostrou que quase 70% do público que foi aos estádios não colocou gastou para levar produto de loja para casa (como souvenires, roupas, calçados e artigos esportivos).

“O que é de certa forma natural, já que a maioria desses consumidores eram locais e não ira mesmo gastar com souvenires ou artigos esportivos, comumente comprados em viagens para presentear amigos e familiares”, explica Pellizzaro Junior.

A pesquisa também pediu que os turistas dessem nota aos serviços utilizados durante sua viagem ou nos jogos. De zero a dez, a nota média dada pelos entrevistados para a Copa das Confederações foi sete. Quando perguntados sobre a avaliação de alguns segmentos do evento, o item com o maior percentual de avaliações positivas foram os estádios, com 88% de classificação bom ou ótimo. Outros quesitos com altos percentuais de avaliações positivas foram hospedagem (58%), comércio em geral (57%), bares e restaurantes (56%) e turismo/cultura/eventos (52%). Já os itens mobilidade urbana (40%), estacionamento (46%), transporte público (48%) e aeroportos (29%) tiveram um maior percentual de avaliações do tipo péssimo ou ruim.

fonte: Diário de Pernambuco