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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Maranhão e Amapá lideram a alta da inadimplência em abril, aponta SPC Brasil

Pesquisa mostra que em 18 estados o aumento da inadimplência foi maior que a média nacional

No mês de abril, os estados do Maranhão e do Amapá se destacaram como as regiões em que houve a maior variação do número de consumidores inadimplentes em todo país. A alta foi de 13,21% e de 13,20%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do indicador mensal de inadimplência regional calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Dentre os cinco estados que registraram o maior crescimento da inadimplência, dois são da região Nordeste - Maranhão (13,21%) e Rio Grande do Norte (11,70%) - dois são da região Norte - Amapá (13,20%) e Acre (12,42%) ,- e um é da região Sul - Paraná (12,74%).

Apenas nove Estados apresentaram avanço menor do que a média nacional (8,60%) de consumidores inadimplentes. São eles: Paraíba (8,57%), Alagoas (8,04%), Rio Grande do Sul (7,92%), Rio de Janeiro (7,70%), Mato Grosso (7,58%), Pará (7,11%), São Paulo (6,96%), Amazonas (5,66%) e Espírito Santo (5,46%).

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Luiza Rodrigues, os dados sobre a inadimplência do último mês continuam refletindo as condições menos favoráveis da atividade econômica nacional, impactada negativamente pela elevação da inflação, pelo aperto monetário e pelo crescimento moderado da massa salarial.

Em uma análise mais regionalizada, a economista explica que há vários fatores e peculiaridades regionais que podem, em conjunto, levar um estado a apresentar variações maiores ou menores no número de consumidores inadimplentes. Para o SPC Brasil, fatores como a renda per capta, analisados isoladamente, não são suficientes para chegar a uma justificativa plausível para o crescimento da inadimplência em cada estado. "Por outro lado, notamos condições menos favoráveis ao consumo e ao pagamento de dívidas que são comuns a todas as regiões brasileiras. Nesse sentido, percebe-se que nos estados de regiões onde houve um processo recente de aumento do acesso ao crédito, como Norte e Nordeste, a alta foi mais significativa", avalia a economista.



Média regional de dívidas por consumidor

O indicador do SPC Brasil mostrou queda do número médio de dívidas nas cinco regiões analisadas. Essa tendência de queda reflete o crescimento mais acelerado do número de pessoas inadimplentes em comparação com o avanço do total de dívidas em atraso.

"O cenário atual é de mais critério para concessão de crédito. Por isso, as empresas estão menos dispostas a conceder crédito a quem já tem uma dívida em atraso. Com isso, o número médio de dívidas por pessoa inadimplente está caindo em todas as regiões.", pondera a economista.

O Sul do país continuou a apresentar o maior número médio, 2,242 dívidas por pessoa inadimplente, enquanto a região Norte registrou o menor número médio, 1,930 dívidas por inadimplente.

Santa Catarina (2,50), Sergipe (2,21) e Goiás (2,20) lideram como os Estados em que cada consumidor inadimplente possui o maior número de dívidas atrasadas. Já os estados do Maranhão (1,83), Roraima (1,85) e Mato Grosso do Sul (1,81) apresentam as menores médias nacionais.

A economista explica que, independentemente da tendência de queda do número médio, observa-se que estados mais bancarizados e com maior renda per capita apresentam normalmente maior número médio de dívidas por pessoa, porque ao longo dos últimos anos os moradores dessas regiões tiveram mais oportunidades de endividamento, provenientes justamente do maior acesso ao crédito.



Inadimplência por setor

Os dados mostram que as dívidas bancárias são mais representativas na Região Sudeste (54%), enquanto que, no Norte, a participação dessa categoria de inadimplemento representa 31%. "Os dados confirmam uma maior bancarização nas regiões Norte, onde o setor que concentra a maior parte das dívidas é o comércio", afirma Luiza Rodrigues.

A análise setorial mostra que as dívidas com o setor de bancos mostraram crescimento em todas as regiões, com a maior alta de 7,51% no Nordeste, seguida pela região Norte (6,97%). O crescimento das dívidas de comércio também foi generalizado entre as regiões, com destaque para o Sul do país, onde as dívidas dessa categoria cresceram 5,07%. As dívidas cujos credores são segmentos de comunicação também avançaram em todas as regiões, com destaque para a região Norte, com alta de 15,18%.

No caso das dívidas cujos credores são empresas de água e luz, houve alta em todas as regiões, com exceção do Norte, onde foi registrada uma queda de 6,79% na comparação entre abril de 2014 e abril 2013, e na região Sudeste, que registrou queda de -4,52%.



Metodologia

O novo indicador SPC Brasil e CNDL de inadimplência do consumidor tem abrangência nacional e calcula tanto o número de brasileiros inadimplentes quanto o de dívidas atrasadas.

Baixe o material completo por cada Estado da federação e a série histórica emhttps://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos 

Fonte: Assessoria de Imprensa da CNDL / SPC Brasil

sábado, 11 de maio de 2013

Inadimplência cresce ao menor ritmo dos últimos sete meses, indica SPC Brasil

Aumento do calote do consumidor brasileiro é o menor desde agosto de 2012. Proximidade com o Dia das Mães impulsionam as vendas do comércio e a regularização de dívidas

A inadimplência do consumidor brasileiro no comércio varejista apresentou crescimento de +5,84% no mês de abril de 2013, na base de comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são do indicador mensal medido pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). A pesquisa leva em consideração mais de 150 milhões de consumidores cadastrados, em 800 mil pontos de vendas espalhados por todo Brasil.

Os números de abril mostram um ritmo mais brando de expansão da inadimplência após o pico registrado no mês de março, quando a taxa havia ficado em +10,58%. É o menor crescimento apresentado nos últimos sete meses.

No acumulado do ano — de janeiro a abril de 2013, frente ao mesmo período de 2012 —, a inadimplência soma um aumento de +8,72%. Já na comparação com o mês imediatamente anterior, o número de CPFs negativados na base de registros do SPC apresentou um ligeiro avanço de +0,12%.

Na avaliação da economista do SPC Brasil, Ana Paula Bastos, o crescimento mais ameno dos calotes em abril confirma as expectativas da entidade por conta, principalmente, do efeito calendário. Após o primeiro trimestre do ano, que concentra um grande volume de gastos com impostos e parcelas remanescentes das compras de final de ano, o consumidor tende a retomar o controle das finanças pessoais.

“O período mais crítico da inadimplência é o mês de março, quando o bolso do consumidor fica mais pesado para quitar tanto as prestações das compras a prazo contraídas no Natal como as contas tradicionais de início de ano como IPTU, IPVA e rematrículas escolares”, esclarece a economista.

Vendas
O número de consultas realizadas no banco de dados do SPC Brasil, que dá medida à atividade do comércio nas compras a prazo, apresentou uma elevação de +7,34% na base comparativa de abril com igual mês do ano passado. Para os economistas do SPC Brasil e da CNDL, o levantamento demonstra que o mercado de crédito continua apresentando expansão considerável neste início de ano, motivado, sobretudo, pelos índices recordes de empregabilidade e de oferta de crédito, com prestações alongadas e juros mais baixos.

O desempenho das vendas na comparação com março também foi positivo e apresentou uma elevação de +1,10%.  No mês de abril, o movimento nas lojas foi beneficiado pela maior quantidade de dias úteis e pela ausência do feriado prolongado da Páscoa, que em 2013 acabou caindo em março. Além disso, a proximidade do Dia das Mães, considerada a segunda data comemorativa mais importante para o varejo nacional em faturamento e em volume de vendas — perde apenas para o Natal —, contribuiu para o aumento das vendas em abril e motivou parte dos consumidores a se adiantar nas compras. No acumulado do ano, o crescimento chega a +8,50%.

Inflação e poder de compra
Para o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior, o cenário de inflação escapando do centro da meta, segundo o IPCA calculado pelo IBGE, ainda não impacta de imediato no poder de compra no varejo, mas merece observação cautelosa nos próximos meses.

“A inflação oscilando para fora do centro da meta não preocupa o poder de compra em curto prazo, mas deve ser observada com atenção. A política monetária brasileira deve ser especialmente vigilante para minimizar riscos de níveis elevados de inflação, mas ao mesmo tempo, não podemos retroceder na conquista histórica do recente ciclo de redução do juro básico”, alerta Pellizzaro Junior.

Recuperação de crédito
O número de cancelamento de registros, que reflete a recuperação de crédito no varejo e a quitação de dívidas em atraso, foi positivo em abril de 2013 e apresentou alta de +6,92% sobre o mesmo mês de 2012. Em relação a março de 2013, a recuperação de crédito cresceu +3,92%. No acumulado do ano, o número de consumidores que saldaram dívidas atrasadas apresentou elevação de +7,33%, segundo indicador do SPC Brasil.

Para Pellizzaro Junior, a proximidade do Dia das Mães foi também fator preponderante para o resultado satisfatório no volume de pessoas que regularizaram dívidas. “Com a proximidade de datas festivas, é natural que o consumidor busque meios de colocar as contas em dia para voltar a ter crédito”, afirma Pellizzaro Junior.

De acordo com o líder varejista, o crescimento salarial acima da inflação é um dos fatores principais para explicar a escolha do consumidor endividado em dar propriedade a quitar ou renegociar dívidas. “A estabilidade no mercado de trabalho e o aumento da renda média trazem um ambiente de confiança para que os consumidores brasileiros consigam quitar as dívidas e voltar a ter crédito na praça”, conclui. 

Fonte: Ascom CNDL

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Inadimplência atinge quase 6% do comércio em abril, dizem lojistas


A inadimplência no comércio varejista atingiu 5,84% em abril deste ano na comparação com o mesmo mês de 2011, segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) divulgados nesta quinta-feira pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). A pesquisa leva em consideração mais de 150 milhões de consumidores cadastrados.
Apesar da alta de abril, os lojistas consideram que o ritmo do crescimento da inadimplência (atrasos superiores a 30 dias no pagamento de faturas) está caindo, já que em março deste ano a quantidade de consumidores com débitos havia subido 10,6% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. No acumulado de 2012, a inadimplência já acumula alta de 8,72%.
O aumento da inadimplência está atrelado ao maior número de vendas no comércio, que cresceu 7,34% em abril de 2012 na comparação com 2011. Para a CNDL, a oferta de crédito continua alta, o que faz com que os consumidores contraiam mais dívidas para poder comprar mais. Outro fator que ajuda a aumentar as vendas são os índices recordes de pessoas empregadas.
O número de cancelamento de registros junto ao SPC, que dá a medida de pessoas quitando suas dívidas, teve alta de quase 7% entre abril deste ano e abril de 2011. No acumulado do ano, a regularização das dívidas atrasadas já aumentou 7,33%.
Fonte: Terra

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Inadimplência abre o ano com alta de 11,8%, segundo dados do SPC Brasil

Apesar da elevação da inadimplência em janeiro, a melhora da condição financeira do consumidor brasileiro permitiu que mais famílias conseguissem quitar as dívidas em atraso

A inadimplência do consumidor brasileiro no comércio apresentou crescimento de 11,8% no primeiro mês de 2013, na base de comparação com janeiro do ano passado. Os dados são do indicador mensal do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas).

O resultado ainda é consequência do cenário macroeconômico de 2012, mais favorável ao consumo, combinado com política fiscal expansionista, afrouxamento monetário e falta de planejamento do consumidor, avalia a economista do SPC Brasil, Ana Paula Bastos.

“O elevado nível de emprego em situação recorde e os ganhos salariais acima da inflação permitiram ao consumidor facilidades na concessão de crédito, mas aqueles que têm menor controle sobre o próprio orçamento acabam não conseguindo honrar todos os seus débitos”, explica a economista.

Para o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, o avanço da inadimplência preocupa o comércio diante de um cenário que sinaliza maior pressão inflacionária — o IPCA de janeiro, calculado pelo IBGE, foi de 0,86% e atingiu o maior patamar de variação mensal dos últimos oito anos e se aproxima, no acumulado em 12 meses, do teto da meta estipulada pelo governo.

“Se a taxa de inadimplência se mantiver resiliente neste patamar pelos próximos meses, há risco de o governo interromper o ciclo de manutenção da Selic e, dessa maneira, inibir o consumo”, conclui.

Recuperação de crédito
O número de cancelamentos de inclusões de CPFs no cadastro de devedores do SPC Brasil — que reflete a recuperação de crédito no varejo e a quitação de dívidas — apresentou sinais positivos em janeiro de 2013 e encerrou o mês com variação de +5,92% sobre o mesmo mês de 2012.

De acordo com Ana Paula Bastos, o crescimento salarial acima da inflação é um dos fatores principais para explicar a escolha do consumidor endividado em dar prioridade a quitar ou renegociar dívidas.

Em relação a dezembro de 2012, a recuperação de crédito registrou um decréscimo de   -6,91% devido aos efeitos da sazonalidade. Como dezembro é um mês atípico, no qual há uma injeção relevante de recursos do 13º salário, é natural que parte dos consumidores opte por regularizar suas dívidas, tornando o mês uma base desigual de comparação frente a janeiro do ano seguinte.

Vendas
O número de consultas realizadas no banco de dados do SPC Brasil, que dá medida ao volume de compras a prazo no varejo, apresentou uma elevação de +3,88% na base comparativa de janeiro de 2013 com igual mês do ano passado.

O desempenho positivo na atividade do comércio em janeiro se deve à farta oferta de crédito com prestações alongadas, ao aumento da renda do trabalhador e à ampliação do emprego formal.

“Em janeiro do ano passado, o mercado de consumo vivia um momento de maior cautela em função da menor disponibilidade de crédito e dos juros maiores. Além disso, as medidas expansionistas do governo para impulsionar o consumo ainda eram recentes e não exerciam efeito”, observa Ana Paula Bastos.

Em contrapartida, a comparação entre janeiro de 2013 e dezembro de 2012 mostra queda no volume de vendas a prazo: -24,53%.  O SPC Brasil e a CNDL explicam que embora janeiro seja um mês no qual prevalecem as ofertas e liquidações pós-natalinas, ele também concentra despesas familiares com itens escolares e compromissos fiscais como IPTU e IPVA, que inibem o consumo.

Dezembro é tradicionalmente o melhor mês para o comércio varejista, de maneira que uma queda no índice de vendas no mês seguinte é observada com normalidade. “É natural uma queda no índice de vendas após uma data de grande festa do comércio. O consumidor que tinha o interesse em realizar compras já havia se planejado para ir às lojas no Natal”, esclarece Ana Paula.

Expectativas de crescimento em 2013
De acordo com Pellizzaro Junior, em 2013, o segmento varejista deve apresentar novamente um crescimento satisfatório, repetindo o desempenho do ano passado, em que houve um certo descolamento do setor frente ao tímido resultado do PIB nacional.

Apesar do otimismo, ele faz uma advertência: “A expectativa é de uma retomada declinante da inflação no decorrer dos próximos meses, pois do contrário, o poder de compra dos consumidores poderá ser comprometido”. 


Fonte: Assessoria de Imprensa da CNDL

sábado, 2 de fevereiro de 2013

CDL Surubim promoveu campanha de recuperação de crédito com o tema “Campanha Recupere a Alegria Recupere o CRÉDITO”


No período entre 20 de novembro e 20 de dezembro a Câmara de Dirigentes Lojistas de Surubim (CDL), realizou a campanha de recuperação de crédito com o tema “Campanha Recupere a Alegria Recupere o CRÉDITO”.

Foi uma oportunidade especial para os clientes renegociarem suas dívidas diretamente com empresas parceiras a campanha, com pagamento sem juros e podendo ser parcelado no cartão.

Durante o período de campanha a CDL montou diariamente um stand, alguns dias na Praça Dídimo Carneiro no centro da cidade e no restante dos dias em frente a sua sede, fazendo consulta gratuita para pessoa física e jurídica.

Diversas pessoas entraram em contato com a empresa devedora e obteve facilidade na hora da negociação, grande parte das pessoas se mostrou satisfeitas com a campanha. Portanto a entidade buscou através dessa campanha promover ações que fortaleça o comércio local e tornando os associados competitivos.