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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Recuperação de crédito cai 2,22% em junho, mostra indicador SPC Brasil

Resultado reflete a baixa capacidade de pagamento do consumidor brasileiro

O número de dívidas regularizadas, calculado a partir das exclusões dos registros de inadimplência do banco de dados do SPC Brasil, recuou 2,22% em junho de 2014, frente a junho do ano passado. É a quarta queda consecutiva. Em relação a maio deste ano, as regularizações subiram 1,13%. O dado é do Indicador Mensal de Recuperação de Crédito do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, explica que o recuo do indicador de recuperação de crédito, analisado em conjunto com a inadimplência em alta, sugere uma diminuição da capacidade de pagamento do consumidor brasileiro. "Os indicadores refletem as condições menos favoráveis da atividade econômica tanto para o consumo quanto para a quitação de dívidas. Este cenário é impactado negativamente pela aceleração da inflação, alta dos juros e pelo crescimento moderado da massa salarial", afirmou.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CNDL

terça-feira, 25 de março de 2014

Recuperação de crédito aumenta 2,23% em fevereiro, diz SPC Brasil

Mutirão recupera crédito de consumidores em
Campos, no RJ.  (Foto: Roberto Jóia/
Prefeitura de Campos)
O número de dívidas em atraso regularizadas cresceu 2,23% em fevereiro, na comparação com o mesmo período de 2013, segundo indicador do SPC Brasil, divulgado nesta segunda-feira (24). O dado é obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplência e reflete o volume de débitos quitados.
De acordo com o SPC Brasil, a alta do indicador foi mais fraca frente a outros períodos. Em janeiro, a variação nessa mesma base de comparação havia sido de 9,12% e em fevereiro de 2013, de 8,50%. No acumulado do bimestre, o volume de dívidas quitadas soma alta de 5,57%.
Já em relação ao mês anterior, fevereiro contra janeiro, o indicador recuou 0,42%. "A queda do número quando comparada ao mês imediatamente anterior é típica de fevereiro, por causa da maior dificuldade das famílias em pagar os compromissos financeiros de início de ano, como IPTU, IPVA e despesas escolares", afirmou o SPC em nota.
“Os dados revelam que o número de cancelamentos junto ao SPC Brasil cresce a um ritmo cada vez menor. Alguns fatores relacionados ao desaquecimento da economia, como juros e inflação em alta e desaceleração da massa salarial, explicam a maior dificuldade de parte dos brasileiros em regularizar suas pendências”, afirma a economista do SPC Brasil, Luiza Rodrigues.

Fonte: G1

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Demanda do consumidor por crédito aumenta em janeiro


Da Agência Brasil

O número de consumidores em busca de crédito aumentou 2,2% em janeiro na comparação com dezembro e 12,3% na comparação com igual período do ano passado, segundo o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito. A maior procura em relação ao mês anterior ficou concentrada nas regiões Sul (6,9%); Centro-Oeste (4,3%) e Sudeste (1,9%). No Norte houve queda de 1% e no Nordeste, recuo de 1,4%.  
O crescimento da demanda foi observado em todas as faixas de renda, mas com percentual de alta maior entre os que ganham mais de R$ 10 mil por mês (3,8%). Na faixa de renda de R$ 5 mil a R$ 10 mil foi constatada alta de 3,7%; entre os que ganham de R$ 2 mil a R$ 5 mil, alta de 3,2%; entre R$ 1 mil e R$ 2 mil (2,8%); entre R$ 500 e R$ 1 mil (1,5%) e até R$ 500 (0,5%).
Na análise dos economistas da Serasa Experian, um conjunto de situações tem levado a maior busca por crédito, entre elas, a regularização de dívidas atrasadas, o que reabilita o consumidor a solicitar novos empréstimos ou crediário. Além disso, na avaliação dos especialistas, o movimento foi estimulado pelos juros mais baixos, pelo aumento da concorrência entre as instituições financeiras e em razão do “bom momento vivido pelo mercado de trabalho”.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

CNDL e SPC apontam recuperação de crédito no varejo

Para economistas, apesar de resultado pouco expressivo do PIB em 2012, atividade do comércio varejista se manteve aquecida e vendas fecham no azul 

No mês de dezembro, a inadimplência do consumidor brasileiro registrou leve alta de 1,12% em comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com o indicador mensal de inadimplência do comércio divulgado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Na comparação com o mês imediatamente anterior, houve uma ligeira retração de 0,91%. Para a economista do SPC Brasil, Ana Paula Bastos, esse resultado reflete “a preocupação dos consumidores em não se endividarem, tendo em vista as compras de Natal e os compromissos com contas sazonais de início de ano, como IPTU, IPVA e matrículas escolares”, explica.

No acumulado do ano — de janeiro a dezembro de 2012, frente ao mesmo período de 2011 —, a inadimplência cresceu 1,90%, mas na avaliação de economista, o cenário não chega a ser preocupante. “O nível de desemprego está menor e os ganhos salariais têm crescido acima da inflação, o que possibilita ao consumidor ter maior controle sobre o orçamento e uma maior capacidade de quitar os débitos”, sustenta.

Vendas
Em relação às consultas ao banco de dados do SPC Brasil que, de certa forma, refletem o nível de atividade no varejo, o mês de dezembro registrou alta de 8,27% frente ao mesmo período de 2011. Na comparação de dezembro com o mês imediatamente anterior, o número de consultas apresentou crescimento de 33,42%. Já no acumulado do ano, a atividade comercial apresentou acréscimo de 6,75%.

De acordo com os especialistas do SPC Brasil, este crescimento é considerado natural e responde às expectativas do setor, uma vez que grande parte do consumo em dezembro se deu em função das compras de Natal e da injeção de pelo menos R$ 131 bilhões na economia brasileira, decorrente da segunda parcela do 13º salário.

Já o resultado consolidado nos últimos 12 meses no azul decorre da conjuntura econômica favorável ao consumo. A política de afrouxamento monetário adotada pelo Banco Central (redução da taxa básica de juros de 11,00% a.a em dezembro/2011 para 7,25% a.a em dezembro/2012), as prorrogações da redução do IPI Zero para eletrodomésticos, móveis e automóveis e o acesso facilitado ao crédito foram fatores que contribuíram com o aquecimento do mercado.

Recuperação de crédito
O número de cancelamento de registros, que reflete a recuperação de crédito no varejo e a quitação de dívidas, foi positivo em dezembro de 2012 e apresentou alta de 1,08% sobre o mesmo mês em 2011. Em relação a novembro de 2012, a recuperação de crédito cresceu 21,50%. No acumulado do ano, o número de consumidores que saldaram dividas atrasadas apresentou uma pequena elevação de 0,43%, segundo indicador SPC Brasil.

Na avaliação da entidade, as pressões do governo federal sobre os bancos comerciais para que houvesse uma redução das taxas cobradas no crédito para pessoa física permitiu aos consumidores, em 2012, um ambiente mais propício para regularizar dívidas com os credores.

Balanço do ano 
De acordo com o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Jr, o ano de 2012 pode ser considerado positivo para o setor do comércio varejista. “Os consumidores se mostraram mais estimulados a irem às compras, principalmente, porque a maioria deles está devidamente empregada”, justifica.

E para 2013, o cenário é de otimismo, avaliam a CNDL e o SPC Brasil. Tanto pela manutenção dos altos índices de empregabilidade (O IBGE aponta que em novembro a taxa de desocupação foi de 4,9%) como pelas projeções de um crescimento mais vigoroso do PIB, somados a entrada em operação do “Cadastro Positivo”, que vai favorecer a ampliação do crédito para os bons pagadores. Fatores que, juntos, tendem a beneficiar o consumo.

No entanto, a economista alerta: “É necessário disseminar a cultura do planejamento orçamentário, porque nem todos os consumidores estão imunes às compras por impulso que, na maior parte das vezes, comprometem a capacidade de pagamentos”. 

Fonte: CNDL