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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Copa do Mundo e cenário econômico prejudicam vendas no varejo, mostra SPC Brasil

Aumento do turismo não foi suficiente para expandir as vendas no comércio, que caíram pelo quarto mês seguido. No acumulado do semestre, baixa nas vendas chega a -1,45%

O indicador de vendas a prazo calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) repetiu o comportamento de baixa verificado nos últimos quatro meses e recuou 2,06% no mês de junho, em relação ao mesmo período de 2013.



Na avaliação do presidente da CNDL, Roque Pellizaro Junior, a coincidência do Dia dos Namorados – a terceira melhor data em faturamento para os comerciantes - com o dia de abertura da Copa do Mundo e os feriados decretados em função do torneio afastaram os consumidores dos estabelecimentos de compras, prejudicando o desempenho das vendas.


“Parcela considerável de trabalhadores foi dispensada pelas empresas no meio da tarde e algumas partidas foram realizadas no sábado, que é considerado um dos dias que mais movimentam o varejo. Além disso, o gasto do consumidor com bens de ticket médio maior, geralmente parcelados, perdeu espaço para produtos temáticos da Copa e em especial, para os alimentos e bebidas, que em geral são pagos a vista”, comenta Pellizzaro Junior.


De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o encarecimento do crédito, a baixa confiança dos consumidores e a inflação em patamar elevado também contribuíram para o resultado. “Os dados reforçam a tendência de perda de fôlego da atividade econômica. Há queda generalizada entre os principais indicadores de confiança da economia, influenciada pelo aumento dos juros, pela inflação resistente e pelo crescimento moderado da massa salarial", afirma Marcela.

Perdas no semestre

O fraco resultado das vendas a prazo também se repetiu no consolidado do ano. No acumulado do semestre, frente à igual período de 2013, as vendas parceladas acumulam queda de 1,45%. Já na comparação mensal, em geral mais volátil, as vendas caíram 3,71% sobre o mês de maio.

Metodologia

O Indicador de vendas a prazo do Serviço de Proteção ao Crédito tem abrangência nacional e é construído a partir do volume de consultas mensais realizadas por estabelecimentos comerciais à base de dados do SPC Brasil.

Baixe o material completo e a série histórica em 

Informações à imprensa:

Guilherme de Almeida Ferreira
(61) 3213 2030 | (61) 8350 3942

Vinícius Bruno
(11) 3251-2035 | (11) 9-7142-0742 | (11) 9-4161-6181

Fonte: SPC Brasil

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Cielo e Linx fazem acordo para parceria voltada a pequeno varejista

Parceria é para venda de solução de automação e gestão. Operação está sujeita à aprovação das autoridades regulatórias

A empresa de meios de pagamento Cielo e a produtora de software para varejo Linx anunciaram nesta segunda-feira (2) acordo para a criação de joint venture (parceria) voltada ao desenvolvimento e venda de solução de automação comercial e gestão para pequenos varejistas.

As empresas informaram em comunicado à imprensa que pesquisa realizada pela Cielo em 2013 com mais de 800 proprietários ou responsáveis pela gestão de estabelecimentos dos segmentos de alimentação e vestuário concluiu que essa oferta "apresenta um grande potencial, visto que 52% dos entrevistados não possuem automação comercial".

"A nova oferta, inédita na América Latina, traz para o Brasil o conceito de IPOS (Integrated Point of Sale) e fornecerá aos pequenos varejistas uma solução integrada e flexível para atender às necessidades específicas dos diversos segmentos", disse a Cielo, em nota.

De acordo com a empresa, a concretização da operação está sujeita à aprovação das autoridades regulatórias aplicáveis, à assinatura dos documentos definitivos e às aprovações internas pertinentes. "A Cielo e a Linx manterão o mercado informado do desenvolvimento da operação."


Fonte: G1

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Brasil precisa evitar "efeito África do Sul", diz CNDL


Segundo Pellizzaro Junior, o modelo da Alemanha é o exemplo a ser seguido. "Os alemães conseguiram interiorizar o turismo e potencializar os ganhos após a Copa"

Carla Araújo e Luis Lima, do 
Mascote da Copa do Mundo 2014
Segundo presidente da CNDL, resultado da pesquisa serve de alerta para preparação à Copa do Mundo, em 2014, uma vez que a das Confederações é uma espécie de "treino" para o evento principal
São Paulo - O presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior, afirmou nesta terça-feira que o Brasil precisa evitar o "efeito África do Sul" e buscar um modelo alemão em relação à herança que o país terá após eventos como as Copas das Confederações, em junho, e do Mundo, em 2014.
"Se a gente não estiver preparado, não vamos ter perenidade nas ações", afirmou, destacando a pesquisa divulgada nesta terça-feira que revelou que 59% dos comerciantes brasileiros dizem que não estão se preparando para receber a Copa das Confederações.
De acordo com Pellizzaro Junior, o modelo da Alemanha é o exemplo a ser seguido. "Os alemães conseguiram interiorizar o turismo e potencializar os ganhos após a Copa."
Ele destacou que a pesquisa será levada aos Ministérios de Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do Turismo para "sensibilizar o governo" de que é preciso fazer mais com o objetivo de ampliar o legado dos eventos esportivos. "Todo mundo sabe que vai ter movimento, que vai ganhar dinheiro, mas pouco estão fazendo alguma coisa", disse.
Idioma
Segundo a pesquisa da CNDL, o conhecimento de outros idiomas é visto por 33% dos empresários brasileiros como principal aspecto de preparação para a Copa das Confederações, que começa em junho. De acordo com Pellizzaro Junior, a questão relacionada a idiomas será solucionada com o auxílio da tecnologia.
"Nenhum gênio vai aprender outra língua daqui até a Copa das Confederações", disse, ressaltando que algumas ferramentas "simples" podem dar resultados. "Qualquer loja que tenha wi-fi e um tablet pode usar ferramentas de tradução simultânea, um tradutor do Google, por exemplo, que pode quebrar a barreira na questão da língua", disse.
A pesquisa mostrou ainda que 61% dos empresários acreditam que o país não está preparado para atender os turistas. "Não vi nenhum cardápio de bar e restaurante colocar embaixo dos produtos a tradução em inglês", declarou. Segundo o presidente da CNDL, são atitudes simples, que podem mudar a relação com o turista. "A tecnologia é a única ferramenta que pode encurtar distâncias", reforçou.
"Preparado"
Enquanto 59% dos empresários brasileiros dizem não investir para receber a Copa das Confederações, 81% dos comerciantes acreditam que haverá um aumento no fluxo das vendas, apontou o levantamento. "Todos esperam que essas vendas adicionais cairão do céu. Haverá um aumento de vendas, mas ele será direcionado, de forma muito mais significativa, para aqueles estabelecimentos que estiverem preparados", garantiu. Conforme Pellizzaro Junior, os estabelecimentos que estiverem preparados terão uma captação maior de turistas. "Os que não estiverem preparados verão essa oportunidade passar."
Financiamento
De acordo com a sondagem, 27% dos entrevistados que não se preparam para o evento apontam como motivo a falta de perspectiva de retorno para o negócio. Outra razão é a falta de capital para investimento (14%), além da ausência de apoio governamental (13%). "Todo mundo acha que vai ter uma rentabilidade maior, mas o custo para que se alcance isso é muito alto", acredita.
Segundo Pellizzaro Junior, falta no país uma política pública de acesso ao crédito para o varejo. "Eles têm de buscar isso em mecanismos muito caros", admite, ressaltando que, com isso, o custo de captação "fica muito alto pelo retorno que poderá gerar". Os recursos financeiros usados pela parcela de empresários que diz se preparar, aponta o estudo, é, basicamente, de capital próprio (77%), contra apenas 20% de verbas captadas em bancos privados e públicos.
Termômetro para a Copa
Conforme o presidente da CNDL, o resultado da pesquisa serve de alerta para a preparação à Copa do Mundo, em 2014, uma vez que a das Confederações é uma espécie de "treino" para o evento principal. "Serve como termômetro", explica, ressaltando esperar que um número maior de empresários mude "essa consciência (da importância de investimentos) para que na Copa do Mundo estejamos preparados."

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Embalagens tornam-se canal de publicidade



As embalagens podem ser mais que meros invólucros para os produtos. Alguns empresários veem em sacolas e caixas um canal de publicidade que pode ser extremamente bem sucedido para anunciantes, consumidores e fornecedores.

As embalagens podem ser mais que meros invólucros para os produtos. Alguns empresários veem em sacolas e caixas um canal de publicidade que pode ser extremamente bem sucedido para anunciantes, consumidores e fornecedores.

Na cidade paranaense de Apucarana, a DivulgaPão, rede com mais de 120 franquias e presença em 23 estados é especializada em propagandas no saco de pão, que atende desde os pequenos comerciantes de bairro até as grandes companhias que desejam impactar o público de determinado bairro ou região.

Embalagens da paranaense Divulgapão.A franquia foi criada pelos amigos Tahinã Teixeira e Jocimar Pereira. “Eu e o meu sócio sempre sonhamos em ter o próprio negócio e como Apucarana possui muitas empresas, uma franquia de anúncio em saco de pão pareceu uma excelente oportunidade, tanto para nós como para os anunciantes e as panificadoras da cidade”, deduziu Tahinã, publicitário com cinco anos de experiência em agências de marketing. Ele estava certo: em pouco tempo conquistou 13 anunciantes e a partir da primeira semana de abril, 30 mil sacos de pão com propaganda serão distribuídos na cidade. E para quem estiver interessado, Tahinã avisa que “faltam poucos anúncios para completar a segunda campanha”.

Outra empresa que aposta no nicho da propaganda em embalagens é a Mídias Alternativas, que em Goiânia leva anúncios a sacos de pão, caixas de pizza, copos de café e jogos americanos. De acordo com a empresa, dentre as vantagens em anunciar nas embalagens estão:

• Possibilidade de delimitação de área;

• Alto impacto;

• Mídia relativamente mais barata que outras mídias convencionais;

• Maior tempo de exposição;

• Sua marca dentro das casas das pessoas expostas num momento sem concorrência com outras mídias.

A gerente de uma escola de idiomas na cidade de Santos no litoral paulista, Flávia Silva, apostou nas propagandas em caixas de pizza para promover o negócio. “Conheci a modalidade ao pedir, eu mesma, uma pizza e me deparar com diversos anúncios na tampa da caixa. Interessei-me e fui procurar o responsável. Encomendamos o anúncio que promete um retorno a curto prazo e estou esperançosa quanto à sua eficiência”.

O Grupo Four Midia criou um novo espaço para as marcas: a sacola biodegradável. Diante da proibição das sacolas plásticas, comuns no comércio varejista, a empresa transformou a restrição em uma oportunidade de mídia para que as empresas tenham um novo canal com seus consumidores. “O consumidor está reclamando que terá que pagar pela sacola biodegradável e quando chegarem a um estabelecimento e souberem que determinada marca arcou com o custo, certamente o deixará contente e grato pela economia”, diz o diretor do Grupo Four Midia, Meyer Nigri.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Hipermercados e supermercados puxam varejo em 2012


Vendas do segmento representaram 44,6% do total de vendas do varejo

Da Agência Estado

A atividade de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo puxou a alta de 8,4% nas vendas totais do varejo em 2012, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O segmento também apresentou expansão de 8,4% no volume de vendas no período, o equivalente a 44,6% da taxa do varejo. Ou seja, conseguiu um desempenho acumulado no ano equivalente ao do comércio como um todo. Segundo o IBGE, embora os produtos alimentícios tenham registrado forte aumento de preços no ano, o bom desempenho do segmento reflete o aumento do poder de compra da população.

A atividade de Móveis e eletrodomésticos exerceu o segundo maior impacto no resultado do varejo no ano passado, com aumento de 12 3% nas vendas, o equivalente a 26,6% da taxa anual do varejo. O segmento foi beneficiado pelo aumento da renda e disponibilidade de crédito, mas também pela diminuição de preços de itens favorecidos pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

O terceiro maior impacto foi da atividade de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, com aumento de 9,4% (responsável também por 9,4% da taxa total do varejo), com bons resultados em lojas de departamento, ótica, joalheira, artigos esportivos, brinquedos, etc.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Para SPC, alta das vendas do varejo é excelente

Apesar disso, a alta será menor do que a elevação de 6,75% verificada em 2012

Da Agência Estado

A economista Ana Paula Bastos, do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), salientou que a alta de 3,88% das vendas do varejo em janeiro em relação ao igual mês do ano passado foi um resultado "excelente" tendo em vista a conjuntura atual. Para ela, a tendência é de uma elevação ainda "consistente" das vendas do setor em 2013. Apesar disso, a alta será menor do que a elevação de 6,75% verificada em 2012. Essa expectativa leva em conta um cenário de aumento de crédito e da renda acima da inflação. 

Os dados apresentados nesta quinta-feira, porém, não podem ser comparados exatamente com os números conhecidos até agora, porque esta é a primeira vez que a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o SPC divulgam resultados com base numa nova metodologia. Por esse quadro, a elevação de 6,75% das vendas em 2012 não é exata, mas, segundo a economista, o crescimento do ano passado deve continuar próximo de 7%, mesmo com a nova metodologia.