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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Brasil precisa evitar "efeito África do Sul", diz CNDL


Segundo Pellizzaro Junior, o modelo da Alemanha é o exemplo a ser seguido. "Os alemães conseguiram interiorizar o turismo e potencializar os ganhos após a Copa"

Carla Araújo e Luis Lima, do 
Mascote da Copa do Mundo 2014
Segundo presidente da CNDL, resultado da pesquisa serve de alerta para preparação à Copa do Mundo, em 2014, uma vez que a das Confederações é uma espécie de "treino" para o evento principal
São Paulo - O presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior, afirmou nesta terça-feira que o Brasil precisa evitar o "efeito África do Sul" e buscar um modelo alemão em relação à herança que o país terá após eventos como as Copas das Confederações, em junho, e do Mundo, em 2014.
"Se a gente não estiver preparado, não vamos ter perenidade nas ações", afirmou, destacando a pesquisa divulgada nesta terça-feira que revelou que 59% dos comerciantes brasileiros dizem que não estão se preparando para receber a Copa das Confederações.
De acordo com Pellizzaro Junior, o modelo da Alemanha é o exemplo a ser seguido. "Os alemães conseguiram interiorizar o turismo e potencializar os ganhos após a Copa."
Ele destacou que a pesquisa será levada aos Ministérios de Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do Turismo para "sensibilizar o governo" de que é preciso fazer mais com o objetivo de ampliar o legado dos eventos esportivos. "Todo mundo sabe que vai ter movimento, que vai ganhar dinheiro, mas pouco estão fazendo alguma coisa", disse.
Idioma
Segundo a pesquisa da CNDL, o conhecimento de outros idiomas é visto por 33% dos empresários brasileiros como principal aspecto de preparação para a Copa das Confederações, que começa em junho. De acordo com Pellizzaro Junior, a questão relacionada a idiomas será solucionada com o auxílio da tecnologia.
"Nenhum gênio vai aprender outra língua daqui até a Copa das Confederações", disse, ressaltando que algumas ferramentas "simples" podem dar resultados. "Qualquer loja que tenha wi-fi e um tablet pode usar ferramentas de tradução simultânea, um tradutor do Google, por exemplo, que pode quebrar a barreira na questão da língua", disse.
A pesquisa mostrou ainda que 61% dos empresários acreditam que o país não está preparado para atender os turistas. "Não vi nenhum cardápio de bar e restaurante colocar embaixo dos produtos a tradução em inglês", declarou. Segundo o presidente da CNDL, são atitudes simples, que podem mudar a relação com o turista. "A tecnologia é a única ferramenta que pode encurtar distâncias", reforçou.
"Preparado"
Enquanto 59% dos empresários brasileiros dizem não investir para receber a Copa das Confederações, 81% dos comerciantes acreditam que haverá um aumento no fluxo das vendas, apontou o levantamento. "Todos esperam que essas vendas adicionais cairão do céu. Haverá um aumento de vendas, mas ele será direcionado, de forma muito mais significativa, para aqueles estabelecimentos que estiverem preparados", garantiu. Conforme Pellizzaro Junior, os estabelecimentos que estiverem preparados terão uma captação maior de turistas. "Os que não estiverem preparados verão essa oportunidade passar."
Financiamento
De acordo com a sondagem, 27% dos entrevistados que não se preparam para o evento apontam como motivo a falta de perspectiva de retorno para o negócio. Outra razão é a falta de capital para investimento (14%), além da ausência de apoio governamental (13%). "Todo mundo acha que vai ter uma rentabilidade maior, mas o custo para que se alcance isso é muito alto", acredita.
Segundo Pellizzaro Junior, falta no país uma política pública de acesso ao crédito para o varejo. "Eles têm de buscar isso em mecanismos muito caros", admite, ressaltando que, com isso, o custo de captação "fica muito alto pelo retorno que poderá gerar". Os recursos financeiros usados pela parcela de empresários que diz se preparar, aponta o estudo, é, basicamente, de capital próprio (77%), contra apenas 20% de verbas captadas em bancos privados e públicos.
Termômetro para a Copa
Conforme o presidente da CNDL, o resultado da pesquisa serve de alerta para a preparação à Copa do Mundo, em 2014, uma vez que a das Confederações é uma espécie de "treino" para o evento principal. "Serve como termômetro", explica, ressaltando esperar que um número maior de empresários mude "essa consciência (da importância de investimentos) para que na Copa do Mundo estejamos preparados."

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Carnaval injetou R$ 1 bilhão no setor de turismo em Pernambuco


Diario de Pernambuco - Diários Associados

Galo da Madrugada foi um dos atrativos para elevar as receitas econômicas durante a Folia de Momo (Paulo Paiva/DP/D.A Press)
Galo da Madrugada foi um dos atrativos para elevar as receitas econômicas durante a Folia de Momo
Não foram apenas o Recife e Olinda que elevaram suas receitas durante o carnaval de 2013. No estado, o setor de turismo também conquistou uma marca histórica. Neste ano, a receita turística nos 12 polos e no Festival de Jazz de Garanhuns foi de R$ 1 bilhão, de acordo com a Secretaria de Turismo de Pernambuco (Setur-PE). O valor equivale a um crescimento de 30% em relação ao ano passado, quando R$ 773 milhões foram injetados na economia do estado. 


Segundo a avaliação da Setur-PE, o fluxo de visitantes, que engloba o número de turistas e excursionistas (visitantes que não pernoitam nem residem no entorno do local visitado), também registrou um crescimento de 7%, comparado ao mesmo período do ano passado. Mais de 1,2 milhão de pessoas curtiram a Folia de Momo no estado, contra 1.140.000 visitantes registrados em 2012.



O nível médio de ocupação hoteleira ficou em torno de 84%, na análise da Setur-PE, com destaque para a Região Metropolitana do Recife (RMR), com 91%, e para os municípios de Bezerros, Tamandaré, Surubim e Vitória de Santo Antão que tiveram 100% de ocupação. Os foliões também gastaram mais que 2012: o gasto médio individual diário foi de R$ 169,96, o equivalente a 9% a mais que o ano passado, quando as despesas médias por pessoa foram de R$ 155,79. 



Os dados são resultados da pesquisa da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), que revelou ainda o perfil do turista da RMR. Cerca de 90% dos turistas eram brasileiros e 10% estrangeiros. Os estados do Nordeste corresponderam a 48% dos visitantes de Pernambuco, principalmente a Bahia (9,99%) e o Ceará (9,31%). Individualmente, o maior emissor foi São Paulo (18%). No mercado internacional, os principais emissores foram Alemanha (12,79%), Argentina (9,88%), Portugal (9,88%), França (9,30%) e Inglaterra (8,72%).



"Esses números ratificam que o carnaval, mais do que uma festa, é um grande negócio que gera emprego e renda para os pernambucanos", comemorou o secretário de Turismo de Pernambuco, Alberto Feitosa. O material elaborado também constatou que o carnaval de Pernambuco foi aprovado por 95% dos entrevistados, que avaliaram os atrativos, equipamentos, serviços e a infraestrutura turística. Prova disso é que 96% deles afirmaram que recomendariam o carnaval para outras pessoas.



A pesquisa do carnaval 2013 foi realizada pela Setur-PE, através da Unidade de Gestão da Informação da Empetur, que entrevistou, entre os dias 8 e 17 de fevereiro, mais de 204 mil foliões no Aeroporto Internacional dos Guararapes-Recife/Gilberto Freyre, Terminal Integrado de Passageiros (TIP), BRs 101, 232 e PE-60. 



Também foram entrevistadas pessoas nos polos do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Ipojuca, Olinda, Bezerros, Nazaré da Mata, Triunfo, Vitória de Santo Antão, Paudalho, Pesqueira, Petrolina, Salgueiro, além de Garanhuns, em virtude do Festival de Jazz. Além da pesquisa presencial, a Empetur também fez um levantamento em toda rede hoteleira pelo telefone. A metodologia utilizada é aceita pela Organização Mundial do Turismo (OMT) e leva em consideração os dados coletados nas duas sondagens para projetar os números globais.



Com informações da Setur-PE