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segunda-feira, 2 de junho de 2014

CNDL e SPC Brasil reprovam manutenção da taxa Selic em 11%

Para o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, a taxa básica de juros já está alta e encarecendo o crédito

Apesar de a decisão já ser aguardada pelo movimento varejista, a Confederação Nacional de Dirigentes Loijstas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) reprovaram a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 11% ao ano. O anúncio foi feito da noite de quarta-feira (28), após o término da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Na avaliação do presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, a taxa básica de juros já se encontra em um patamar alto, o que tem encarecido o crédito e não tem aquecido a atividade econômica como um todo, sobretudo a comercial. "A edição da taxa Selic já se mostrou uma ferramenta ineficiente para, sozinha, conter a inflação no Brasil, que persiste em ficar acima do centro da meta estipulada pelo governo", disse Pellizzaro Junior.

Para a CNDL, o controle inflacionário precisa ser realizado, prioritariamente, por meio de um amplo ajuste fiscal na máquina pública, com cortes de gastos de custeio do governo e com mais desonerações dos setores produtivos.


Fonte: Assessoria de Imprensa da CNDL

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Brasileiro prefere parcelar e não controla gastos

12% dos brasileiros acreditam que só conseguem comprar tudo o que querem porque parcelam

e  fazem  empréstimos. O  Meu  Bolso  Feliz  dá  dicas  para  comprar sem comprometer a renda



Um estudo feito pelo portal Meu Bolso Feliz, uma iniciativa de Educação Financeira do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), mostrou que 45% dos brasileiros não veriam problema em viver sem crédito e ter de pagar tudo à vista. Porém, 12% acreditam que só conseguem comprar tudo que precisam com a ajuda de parcelamentos e empréstimos. E mais: 35% da população não consulta seu extrato antes de ir às compras.



Comprar à vista ou a prazo é uma dúvida bem comum, mas nem deveria ser, garante Luiza Rodrigues, economista do SPC Brasil. "Pagar algo à vista sempre vale a pena porque a pessoa não pagará juros, pode ter algum desconto e garante maior controle de seus gastos", avalia. Então, por lógica, o consumidor deveria pesquisar o preço do que deseja adquirir, juntar o dinheiro necessário, negociar na hora de efetuar o pagamento no ato e pronto! Seria simples assim se o brasileiro não fosse tão apaixonado por prestações, como concluiu a pesquisa realizada pelo SPC Brasil.



Mas, junto com o desejo de compra e o alto número de produtos parcelados, vem a falta de organização financeira. O estudo ainda concluiu que grande parte dos brasileiros conta com o crédito oferecido pelo banco como parte da renda mensal, não sabem quanto tem de despesas e ainda sobrepõe parcelas de compras diversas, o que, muitas vezes, suja o nome da pessoa. A prova disso é a base de registros do SPC Brasil que apresentou um aumento de 8,60% no número de pessoas inadimplentes em abril deste ano, em relação ao mesmo período do ano anterior. A partir desse dado, o SPC Brasil e CNDL estimam que, ao fim do mesmo mês, havia cerca de 53,8 milhões de inadimplentes no Brasil.



A enfermeira Luciana Coutinho fazia parte do time dos fissurados por crédito e se viu encrencada. "Me perdi entre as prestações dos meus dois cartões e tive que negociar a dívida com o banco.  Foi um período em que todo dinheiro que ganhava era utilizado para amortizar as prestações", conta. O drama de Luciana durou exatos 13 meses. Depois disso, ela promoveu uma verdadeira revolução na sua maneira de lidar com o dinheiro e as compras. "Cancelei um dos cartões, agora só faço compras à vista!" Só compro algo em diversas vezes quando é necessário., sentencia.







QUANDO FAZER (OU NÃO!) COMPRAS A PRAZO



1. Abra os olhos com compras na internet e passagens de avião. Em muitos casos, pagar pelo boleto pode sair mais barato do que pelo cartão de crédito. Você ainda pode conseguir até 10% de desconto.



2. Parcele apenas compras grandes, como um sofá, uma TV, um carro.  Faça isso de maneira cuidadosa sempre com perfeito controle de suas finanças e a certeza de que terá dinheiro para quitar todas as prestações. Mesmo assim, pense antes se você realmente precisa do produto agora; se não, considere esperar um pouco para comprar à vista ou dar uma entrada maior.



3. Utilize o parcelamento, também, em situações emergenciais. Digamos que você trabalha com computador, ele quebrou e não tem dinheiro para consertá-lo. Nesse caso, vale arriscar o pagamento em parcelas. No entanto, lembre-se: evite acumular mais de três prestações ao mesmo tempo. Se você já está com muitas prestações acumuladas, pode se ver em apuros no caso de situações emergenciais, porque pode não ter mais limite para parcelar. Use as parcelas para as emergências, não para comprar tudo o que vê na frente.


Fonte: SPC Brasil

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Leve recuo no comércio não preocupa e CNDL mantém previsão de crescimento em 2013

A ligeira retração de -0,1% registrada em março ante fevereiro nas vendas do comércio divulgada pelo IBGE já era aguardada

A ligeira retração de -0,1% registrada em março ante fevereiro nas vendas do comércio divulgada nesta quarta-feira (15/5) pelo IBGE já era aguardada por líderes do movimento lojista, em função da alta dos preços dos alimentos e de efeitos sazonais do mês de março. Mesmo assim, o resultado ainda não preocupa o varejo, que foca atenção nos dados positivos da comparação anual e mantém firme a previsão de crescimento de 6% para 2013.

Na avaliação de líderes da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), ao analisarmos o crescimento de vendas na comparação anual, ou seja, em relação ao ano passado, temos em 2013 uma trajetória muito otimista. “O crescimento de março foi positivo: 4,5%. Em janeiro, também tivemos alta de 5,9% e, em fevereiro, um leve recuo [-0,3%]. Se levarmos em consideração que o primeiro trimestre do ano costuma ser o pior deles, logo chegamos à conclusão de que o resultado até agora é bom e que a previsão de 6% deve ser alcançada”, explica o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior.

Inflação e efeito sazonais

Na avaliação das duas entidades, a retração de -2,9% — março em relação a fevereiro de 2013 — no setor de livros, jornais e papelaria é explicada em virtude do término do período de volta às aulas. “O setor de papelaria cresce muito em janeiro e fevereiro por causa das grandes compras de materiais escolares. Acabado este período, é normal que as vendas caiam”, pondera Pellizzaro Junior.

Já a queda de -2,1% registrada no setor de supermercados, alimentos e bebidas é decorrente da alta dos preços. “A inflação corrói o poder de compra do consumidor, o que é facilmente percebido no volume de vendas”, avalia Pellizzaro Junior.

Para o presidente da CNDL, o cenário de inflação escapando do centro da meta não é desesperador, mas merece observação cautelosa pelos próximos meses.  “A inflação oscilando para fora do centro da meta não preocupa o poder de compra em curto prazo, mas deve ser observada com atenção. A política monetária brasileira deve ser vigilante, mas ao mesmo tempo não podemos retroceder na conquista histórica do recente ciclo de redução do juro básico”, alerta.


Fonte: Assessoria de Imprensa da CNDL