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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Atividade econômica sobe 0,26% em dezembro, indica BC


De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pela entidade, o número passou de 143,63 pontos em novembro para 144,00 pontos em dezembro, abaixo das expectativas


Da Agência Estado 




O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,26% em dezembro em relação ao mês anterior, abaixo do crescimento de 0,57% registrado em novembro ante outubro (dado revisado), na série com ajuste sazonal. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central, o número passou de 143,63 pontos em novembro para 144,00 pontos em dezembro, na série dessazonalizada.
A alta do IBC-Br de dezembro ante novembro é menor do que a mediana das projeções dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE-Projeções (+0,30%) e ficou dentro do intervalo das estimativas (-0,10% A +0,50%). Na comparação entres os meses de dezembro de 2012 e 2011, houve expansão de 1,19% na série sem ajustes sazonais. Na série observada, dezembro terminou com IBC-Br em 139,84 pontos.
O indicador de dezembro de 2012 ante dezembro de 2011 ficou abaixo da mediana, de +1,40% e dentro das previsões (+0,70% a +2,20%) dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE-Projeções. O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

    PIB do Brasil cresceu 1,64%, aponta prévia


    Percentual foi calculado no Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado nesta quarta-feira pela instituição.

    Da Agência Brasil

    No último mês do ano, a economia estava em ritmo de crescimento menor do que em novembro. De acordo com os dados dessazonalizados (ajustados para o período), em dezembro, na comparação com o mês anterior, a atividade econômica cresceu 0,26%. Em novembro, a expansão, segundo os dados revisados, ficou em 0,57%. Na comparação entre dezembro de 2012 e o mesmo mês do ano anterior, o crescimento ficou em 1,19%, de acordo com o índice sem ajustes para o período, considerado o mais adequado para esse tipo de comparação.
    Os dados trimestrais também mostram desaceleração da economia. No último trimestre do ano passado, comparado com o período anterior de três meses, a expansão ficou em 0,62%, de acordo com os dados ajustados para o período. No terceiro trimestre em relação ao segundo, houve crescimento de 1,12%.
    O IBC-Br é uma forma de avaliar e antecipar a evolução da atividade econômica brasileira. O acompanhamento do IBC-Br é considerado importante pelo BC para que haja maior compreensão da atividade econômica. Esse acompanhamento também contribui para as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a taxa básica de juros, atualmente, em 7,25% ao ano.
    Em 2012, o governo adotou uma série de medidas para tentar aquecer a economia, como concessões de rodovias e ferrovias, aumento no limite de contratação de operação de crédito para estados, redução de impostos, entre outras. Além disso, o Copom reduziu a Selic até outubro, ao menor patamar já registrado. Em novembro, decidiu manter a Selic em 7,25% ao ano, o que também ocorreu em janeiro deste ano.

    Hipermercados e supermercados puxam varejo em 2012


    Vendas do segmento representaram 44,6% do total de vendas do varejo

    Da Agência Estado

    A atividade de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo puxou a alta de 8,4% nas vendas totais do varejo em 2012, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O segmento também apresentou expansão de 8,4% no volume de vendas no período, o equivalente a 44,6% da taxa do varejo. Ou seja, conseguiu um desempenho acumulado no ano equivalente ao do comércio como um todo. Segundo o IBGE, embora os produtos alimentícios tenham registrado forte aumento de preços no ano, o bom desempenho do segmento reflete o aumento do poder de compra da população.

    A atividade de Móveis e eletrodomésticos exerceu o segundo maior impacto no resultado do varejo no ano passado, com aumento de 12 3% nas vendas, o equivalente a 26,6% da taxa anual do varejo. O segmento foi beneficiado pelo aumento da renda e disponibilidade de crédito, mas também pela diminuição de preços de itens favorecidos pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

    O terceiro maior impacto foi da atividade de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, com aumento de 9,4% (responsável também por 9,4% da taxa total do varejo), com bons resultados em lojas de departamento, ótica, joalheira, artigos esportivos, brinquedos, etc.

    Clima econômico piora no Brasil


    Indicadores também caíram na Bolívia, Equador e Venezuela

    Da Agência Estado

    O clima econômico no Brasil piorou no trimestre encerrado em janeiro de 2013 em comparação ao período de três meses de agosto a outubro do ano passado. Mesmo assim, o ambiente permanece com avaliações favoráveis, segundo o Indicador Ifo/FGV de Clima Econômico da América Latina (ICE-AL). A sondagem é elaborada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) em parceria com o Instituto alemão Ifo. No Brasil, pioraram tanto as avaliações sobre o presente quanto ao futuro.

    O Índice de Situação Atual (ISA) passou de 4,9 pontos, na média do trimestre até outubro de 2012, para 4,6 pontos, na média do trimestre até janeiro de 2013. Na mesma base de comparação, o Índice de Expectativas (IE) passou de 7,3 pontos para 7,2 pontos. "A piora na avaliação da situação atual esteve associada ao consumo, enquanto nas expectativas esteve associada à ligeira piora na avaliação dos investimentos", explica o Ibre/FGV, em comunicado.

    Em condição semelhante à do Brasil estão a Bolívia, o Equador e a Venezuela, que apresentaram queda nos seus indicadores de clima econômico, embora a Bolívia e o Brasil tenham permanecido com avaliações favoráveis.

    A sondagem mostra ainda que, na Argentina, o sinal é de melhora, liderada pelas expectativas, mas a avaliação da situação atual continua ruim. Os destaques positivos da pesquisa, entre os países da América Latina, foram o Chile, o México, o Uruguai, o Peru e o Paraguai, que demonstraram melhora no indicador.

    Aberta temporada de ovos de Páscoa


    O comércio se prepara para receber 80 milhões de unidades em 800 mil pontos de vendas espalhados pelo Brasil

    Da Editoria de Economia

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    A partir desta semana, o consumidor já pode começar a comprar os produtos de Páscoa. Somente de ovos de chocolate, o comércio se prepara para receber 80 milhões de unidades em 800 mil pontos de vendas espalhados pelo Brasil. Tudo fruto do trabalho de mais de 20 mil pessoas que começaram a ser contratadas pela indústria ainda no ano passado e de uma complexa logística de distribuição pelas estradas do País. 
    Por aqui, os produtos já estarão nas prateleira nesta segunda nas lojas Hiper. Nas outra unidades da rede Walmart (Bompreço, Todo Dia e Maxxi Atacado), chegarão na segunda 25. No Carrefour, os chocolate estão chegando aos poucos e as parreiras devem estar montadás também na semana que vem, assim como nas lojas do Grupo Pão de Açúcar.
    Este ano, a sofisticação atingiu o ápice: tem até ovo  com embalagem de veludo cravejado com cristais Swarovski, da Kopenhagen, do Grupo CRM. A data, como lembra o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), Ubiracy Fonseca, é considerada o 13º mês para o setor. “Estamos otimistas, pois o brasileiro adora chocolate e o potencial de crescimento para os fabricantes é enorme. O Brasil é o terceiro maior produtor do mundo de chocolate, no entanto, o consumo per capita ainda é baixo, de 2,2 quilos, ou seja, temos margem para expansão”, diz ele. Atualmente estamos atrás apenas dos Estados Unidos e do Reino Unido. 
    Segudo dados da consultoria internacional Euromonitor, o Brasil deve assumir a vice-liderança entre os dez maiores mercados de chocolates, balas e amendoim do mundo até 2016. Enquanto registramos uma média de crescimento de 3,6% ao ano, a média mundial está em 2%. Em relação ao último balanço, de 2011 – quando a produção foi de 710 mil toneladas de chocolate, 9,5% a mais que em 2010 –, Fonseca analisa que “se o mercado internacional não está absorvendo a oferta dos produtos brasileiros (ainda como consequencia da crise mundial de 2008), pode-se concluir que é o consumo interno é que tem mantido os bons níveis da produção das indústrias do País. Parte desse cenário se deve à ascensão do poder aquisitivo da classe C, que vem gerando um importante aumento da demanda e dessa forma, estimulando as atividades das empresas”. 
    Segundo informações da IPC Marketing Editora, é de se esperar que os itens de chocolates e bombons movimentem o equivalente a R$ 4,4 bilhões no mercado nacional nesse período de Páscoa. Os indicadores apontam gastos da ordem de R$ 30 bilhões na compra de doces em geral ao longo do ano, sendo R$ 9,0 bilhões somente no consumo de chocolates e derivados. Em 2012, os gastos da categoria foram da ordem de R$ 27 bilhões ante os R$, 8,2 bilhões somente com chocolates e derivados.
     A classe B será responsável pela maior parte do valor correspondendo a R$ 1,91 bilhão, ou seja, 43,1% do mercado sazonal de chocolates e bombons, em 2013. Em 2012, a classe que mais consumiu foi a classe C. Em segundo lugar em 2013 está a classe C, que deverá responder por 39,3% desse mercado, ou seja, um valor da ordem de R$ 1,74 bilhão. A classe A, por sua vez, garantirá o consumo equivalente a R$ 457,2 milhões, correspondendo a 10,3% do potencial de consumo de chocolates e bombons, nesta época do ano. Já as classes D e E ficam com a parcela de 7,2%, representando o valor significativo de R$ 318,3 milhões.

    terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

    Receita Federal divulga regras do imposto de renda 2013


    Declaração deve ser feita entre 1º de março e 20 de abril

    Da Agência Brasil

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    A Receita Federal publicou nesta terrça-feira (19) as normas e os procedimentos para o preenchimento da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2013. O prazo para entrega vai de 1º de março a 20 de abril. A declaração poderá ser entregue pela internet ou em disquete nas agências da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil.
    Estão obrigados a declarar os contribuintes que receberam rendimentos tributáveis cuja soma foi superior a R$ 24.556,65 em 2012. O valor foi corrigido em 4,5% em relação ao ano anterior. Também está obrigado a declarar o contribuinte que recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil.
    A apresentação da declaração é obrigatória para quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas ou obteve receita bruta com a atividade rural superior a R$ 122.783,25.
    Quem tinha, até 31 de dezembro de 2012, posse de bens ou propriedade, inclusive terra nua, com valor superior a R$ 300 mil também está obrigado a declarar.
    A expectativa da Receita Federal é receber mais de 25 milhões de declarações. Em 2012, um total de 25.244.122 contribuintes enviou a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física.
    Este deverá ser o último ano de apresentação da declaração simplificada. A Receita Federal pretende concluir o projeto da declaração pré-preenchida e aumentar o número de contribuintes beneficiados. O projeto inicial do Fisco era atender apenas os contribuintes com uma fonte de renda. Os dados passariam a constar em um documento preenchido previamente pela Receita para ser confirmado pelos contribuintes. A novidade deve começar a valer em 2014, antecipou à Agência Brasil o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto.
    » Veja as regras abaixo:

    Está obrigado a declarar em 2013 o contribuinte que, em 2012, preencheu alguma das seguintes situações:

    » Recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 24.556,65;

    » Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, acima de R$ 40.000,00;

    » Obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em Bolsas;

    »  Em caso de atividade rural:
    a) obteve receita bruta acima de R$ 122.783,25;

    b) pretenda compensar, no ano de 2012 ou depois, prejuízos de anos anteriores ou de 2012 mesmo;

    » Teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil;

    » Passou a morar no Brasil em qualquer mês e nesta condição se encontrava em 31 de dezembro;

    » Optou pela isenção do IR do ganho de capital na venda de imóveis residenciais, por ter aplicado o dinheiro na compra de outro imóvel residencial, em até 180 dias a partir venda do imóvel original.

    Fica dispensado de fazer a declaração do Imposto de Renda o contribuinte que esteve numa das seguintes situações em 2012:

    » Enquadrar-se apenas na hipótese prevista no item 5 (possuir bens acima de R$ 300 mil) e que, se viver em sociedade conjugal ou união estável, tenha os bens comuns declarados pelo outro cônjuge ou companheiro, desde que o valor total dos seus bens privativos não passe de R$ 300 mil;

    » Que se enquadrar em uma ou mais das hipóteses dos itens 1 a 7, caso conste como dependente em declaração de outra pessoa física, na qual tenham sido informados seus rendimentos, bens e direitos.
    Se quiser, o contribuinte, mesmo desobrigado, pode apresentar a declaração.

    Empresas do Simples começam a pagar parcelamento no fim de março



    Valor da parcela mínima caiu de R$ 500 para R$ 300, informou Receita. Mais de 500 mil empresas do Simples já aderiram ao parcelamento
     
    A Secretaria da Receita Federal começará a cobrar, no fim de março, as dívidas tributárias das micro e pequenas empresas do Simples Nacional que são objeto de parcelamento tradicional (em até 60 meses).

    A parcela mínima cairá de R$ 500 para R$ 300. Foi o que ficou determinado por meio da instrução normativa 1.329, publicada no "Diário Oficial da União". O valor da parcela mínima será cobrado até que seja feita a "consolidação" dos débitos das empresas - que englobará principal, multa de mora, multa de ofício e juros de mora. Depois que o valor do débito total de cada uma for definido, ele será dividido pelo número de parcelas que a empresa desejar (limitado a 60 meses, acrescido de juros pela taxa Selic).

    Segundo a assesssora técnica do Fisco, Walkiria Saleiro Coutinho, mais de 500 mil empresas já solicitaram o parcelamento tradicional (em até 60 meses) no órgão desde o começo de 2012, mas a cobrança do débito ainda não tinha começado.

    A primeira parcela será cobrada somente no último dia útil de março. "Caso não seja efetuado o pagamento da 1ª (primeira) prestação até o último dia útil do mês de março de 2013, o pedido de parcelamento será considerado sem efeito", informa a regra publicada no Diário Oficial.

    O parcelamento não pode englobar, pelas regras vigentes, débitos inscritos na dívida ativa da União, dívidas de ICMS estadual, da contribuição patronal da seguridade social, e aos débitos de ofício lançados pela Receita Federal anteriormente à disponibilização do Sistema Único de Fiscalização, Lançamento e Contencioso (Sefisc).

    Fonte: G1