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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Vendas na Páscoa têm pior resultado em 5 anos, diz CNDL

As vendas cresceram 2,55% em relação a igual período do ano passado

Páscoa: para a CNDL, o desempenho reflete o baixo crescimento
da atividade econômica brasileira. Foto: Getty Images

Brasília - As vendas a prazo neste último período de Páscoa (entre 13 e 19 de abril) cresceram 2,55% em relação a igual período do ano passado (entre 24 e 30 de março de 2013), informou a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).O resultado, no entanto, não foi nada animador para o setor. "Este foi o resultado mais fraco dos últimos cinco anos", resume a CNDL, em nota sobre os resultados da Páscoa 2014.
Para a CNDL, o desempenho reflete o baixo crescimento da atividade econômica brasileira e, de certa forma, já era esperado pelos comerciantes.
"Projetávamos o pior crescimento dos últimos cinco anos, por volta de 3,5%. Mas essa variação de 2,55% veio aquém do esperado e frustrou ainda mais os lojistas", avalia o presidente da confederação, Roque Pellizzaro Junior.
O presidente do CNDL destaca que a Páscoa representa a primeira grande festa do ano para o comércio e pode funcionar como um termômetro para o desempenho da atividade comercial ao longo de 2014.
"Não só pelo que este resultado representa, mas pelo que todos os indicadores de confiança do empresário e do consumidor também apontam, 2014 será um ano de fraquíssimo crescimento para o varejo", avalia Pellizzaro Junior.
O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) atribui o resultado ao menor crescimento da massa salarial, à alta dos juros e, principalmente, à inflação elevada.
"Mesmo indicando estar sob controle, a inflação ainda é alta e diminui o poder de compra do consumidor, o que impacta nas vendas", explica a economista do SPC Brasil, Luiza Rodrigues.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Aberta temporada de ovos de Páscoa


O comércio se prepara para receber 80 milhões de unidades em 800 mil pontos de vendas espalhados pelo Brasil

Da Editoria de Economia

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A partir desta semana, o consumidor já pode começar a comprar os produtos de Páscoa. Somente de ovos de chocolate, o comércio se prepara para receber 80 milhões de unidades em 800 mil pontos de vendas espalhados pelo Brasil. Tudo fruto do trabalho de mais de 20 mil pessoas que começaram a ser contratadas pela indústria ainda no ano passado e de uma complexa logística de distribuição pelas estradas do País. 
Por aqui, os produtos já estarão nas prateleira nesta segunda nas lojas Hiper. Nas outra unidades da rede Walmart (Bompreço, Todo Dia e Maxxi Atacado), chegarão na segunda 25. No Carrefour, os chocolate estão chegando aos poucos e as parreiras devem estar montadás também na semana que vem, assim como nas lojas do Grupo Pão de Açúcar.
Este ano, a sofisticação atingiu o ápice: tem até ovo  com embalagem de veludo cravejado com cristais Swarovski, da Kopenhagen, do Grupo CRM. A data, como lembra o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), Ubiracy Fonseca, é considerada o 13º mês para o setor. “Estamos otimistas, pois o brasileiro adora chocolate e o potencial de crescimento para os fabricantes é enorme. O Brasil é o terceiro maior produtor do mundo de chocolate, no entanto, o consumo per capita ainda é baixo, de 2,2 quilos, ou seja, temos margem para expansão”, diz ele. Atualmente estamos atrás apenas dos Estados Unidos e do Reino Unido. 
Segudo dados da consultoria internacional Euromonitor, o Brasil deve assumir a vice-liderança entre os dez maiores mercados de chocolates, balas e amendoim do mundo até 2016. Enquanto registramos uma média de crescimento de 3,6% ao ano, a média mundial está em 2%. Em relação ao último balanço, de 2011 – quando a produção foi de 710 mil toneladas de chocolate, 9,5% a mais que em 2010 –, Fonseca analisa que “se o mercado internacional não está absorvendo a oferta dos produtos brasileiros (ainda como consequencia da crise mundial de 2008), pode-se concluir que é o consumo interno é que tem mantido os bons níveis da produção das indústrias do País. Parte desse cenário se deve à ascensão do poder aquisitivo da classe C, que vem gerando um importante aumento da demanda e dessa forma, estimulando as atividades das empresas”. 
Segundo informações da IPC Marketing Editora, é de se esperar que os itens de chocolates e bombons movimentem o equivalente a R$ 4,4 bilhões no mercado nacional nesse período de Páscoa. Os indicadores apontam gastos da ordem de R$ 30 bilhões na compra de doces em geral ao longo do ano, sendo R$ 9,0 bilhões somente no consumo de chocolates e derivados. Em 2012, os gastos da categoria foram da ordem de R$ 27 bilhões ante os R$, 8,2 bilhões somente com chocolates e derivados.
 A classe B será responsável pela maior parte do valor correspondendo a R$ 1,91 bilhão, ou seja, 43,1% do mercado sazonal de chocolates e bombons, em 2013. Em 2012, a classe que mais consumiu foi a classe C. Em segundo lugar em 2013 está a classe C, que deverá responder por 39,3% desse mercado, ou seja, um valor da ordem de R$ 1,74 bilhão. A classe A, por sua vez, garantirá o consumo equivalente a R$ 457,2 milhões, correspondendo a 10,3% do potencial de consumo de chocolates e bombons, nesta época do ano. Já as classes D e E ficam com a parcela de 7,2%, representando o valor significativo de R$ 318,3 milhões.