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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Comércio projeta tímido crescimento de 1% para o Dia dos Namorados

Na visão dos lojistas, cenário econômico desfavorável e estreia da seleção brasileira no dia 12 de junho devem contribuir para desaceleração


Depois de amargar resultados desanimadores nas vendas de Páscoa e do Dia das Mães, o comércio varejista se prepara para mais um fraco resultado no Dia dos Namorados. A projeção dos lojistas é de um tímido crescimento de 1% para a data, em relação ao mesmo período do ano passado. Caso essa previsão se confirme, será o resultado mais fraco dos últimos cinco anos. A pesquisa é da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Dia dos Namorados
Ano
Vendas
2013
7,70%
2012
9,08%
2011
10,80%
2010
7,23%


Para o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, o atual cenário de aperto monetário e de inflação elevada prejudica as vendas a prazo. "Além de todo esse contexto econômico, os lojistas não estão otimistas, já que não tiveram bons resultados na Páscoa e nem no Dia das Mães", disse.


 

Estreia do Brasil na Copa

A data é comemorada no dia 12 de junho, dia de estreia da seleção brasileira na Copa, o que na avaliação dos varejistas, traz impactos negativos para o faturamento do comércio. "A abertura da Copa de certa forma vai concorrer com o Dia dos Namorados. Sem contar que a maioria das cidades brasileiras funcionará em regime de meio expediente e, em São Paulo, será decretado feriado", explica Pellizzaro Junior.

O Dia dos Namorados é a terceira data mais lucrativa para o comércio, ficando atrás somente do Natal e do Dia das Mães. Os produtos mais procurados nas lojas durante o período são itens de vestuário, calçados, perfumaria, floricultura, jóias e bijuterias.


Fonte: Assessoria de Imprensa da CNDL 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Vendas do comércio têm 1ª queda em 20 meses e inadimplência sobe, mostra estudo divulgado pela CNDL e SPC Brasil


Dados de agosto foram divulgados nesta terça pela CNDL e SPC Brasil.
Segundo avaliou SPC Brasil, brasileiro está com pé no freio no consumo.
As vendas a prazo do comércio varejista registraram, em agosto, um recuo de 0,62% na comparação com igual mês do ano passado, o que representa a primeira queda deste indicador em 20 meses, ao mesmo tempo em que a taxa de inadimplência avançou 0,72% no mês passado, informou nesta terça-feira (10) a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em conjunto com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).


Vendas a prazo
Na avaliação de economistas do SPC Brasil, o brasileiro está com "pé no freio" quando o assunto é consumo. "O principal fator responsável pela leve retração das vendas em agosto é a falta de confiança do consumidor, que tem evitado tomar crédito para não comprometer ainda mais o orçamento familiar com novas despesas", informaram as entidades.


De acordo com o presidente da CNDLRoque Pellizzaro Junior, os bancos também estão mais criteriosos na concessão do crédito. "Estamos observando uma tendência de maior rigor no processo de concessão de crédito por parte do varejista e uma maior cautela das famílias na hora de se endividar com compras a prazo", declarou ele.


Por conta da retração das vendas a prazo, o presidente da CNDL informou que está revisando novamente, para baixo, sua estimativa para as vendas neste ano. No começo deste ano, a previsão da CNDL era de um crescimento de 6% em 2013. Em julho, a expectativa de crescimento caiu para 4,5% e, agora, recuou para 4% de alta.

Inadimplência
No caso da taxa de inadimplência, que avançou 0,72% em agosto, trata-se da primeira alta em quatro meses, informaram a CNDL e o SPC Brasil. Mesmo com o crescimento, o patamar de elevação foi considerado "moderado".


"Este índice de inadimplência está relacionado com a fraca movimentação nas lojas de todo o país em decorrência das manifestações de rua, que diminuíram o ritmo das compras, e pela Copa das Confederações - por conta dos feriados decretados nas cidades-sede", avaliaram as entidades.


A projeção dos especialistas da entidade, porém, é de que a inadimplência registre novas altas pelos próximos meses e comece a recuar com a proximidade das festas de final de ano, período em que tradicionalmente há uma maior recuperação de crédito.


No acumulado dos oito primeiros meses de 2013, comparando com igual período do ano passado - de janeiro a agosto de 2012 - a inclusão de novos consumidores no cadastro de inadimplentes do SPC cresceu 4,64%, ainda segundo a CNDL e o SPC Brasil.

Recuperação de crédito
Já o percentual de recuperação de crédito no varejo, que reflete o número de pessoas que "limparam o nome" regularizando dívidas em atraso, registrou queda de 0,95% em agosto de 2013, sobre o mesmo mês do ano passado.


Na avaliação de Pellizzaro Junior, o levantamento demonstra que o comprometimento da renda da população para quitar dívidas, somados ao encarecimento do crédito e a permanência da inflação em patamares elevados, dificultaram a renegociação de dívidas em agosto.


Cuidados para evitar a inadimplência


CNDL e o SPC Brasil divulgaram uma série de recomendações para que os consumidores não fiquem inadimplentes em suas compras. Segundo as entidades, as pessoas devem privilegiar pagamentos à vista; devem fazer planejamento financeiro com uma planilha mensal de gastos, além de preferir um número menor de prestações nas compras a prazo.


Os clientes também devem somar os juros e calcular o preço final dos produtos comprados a prazo (para ter uma ideia do valor pago em juros); não devem se ater ao valor da prestação e sim ao preço final da mercadoria, e manter uma reserva financeira por segurança. Outra recomendação é que os consumidores não comprometam toda sua renda com compras.


Fonte: G1 (adaptado)

quarta-feira, 24 de julho de 2013

CNDL vê alta em vendas afetada por mercado de trabalho

O arrefecimento no mercado de trabalho deve comprometer o crescimento das vendas no varejo, avaliam a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Em nota divulgada na noite desta terça-feira (23) as entidades comentaram os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do mês de junho, divulgados mais cedo em Brasília.

Segundo a nota, "a estimativa é que o comércio feche 2013 com crescimento de 4,5%, o que representa uma desaceleração na comparação com 2012". As entidades lembram que, nos últimos anos, o aumento recorde do contingente da população com emprego e o aumento real da renda foram os principais motivos para manter o varejo aquecido.

Para o presidente da CNDLRoque Pellizzaro Junior, "os dados indicam que o Brasil vive um momento delicado na economia e os fatores de empregabilidade e renda devem deixar de ser pontos favoráveis ao crescimento das vendas no País".

Os dados do Caged mostram uma geração líquida de 123,836 mil empregos formais em junho. No primeiro semestre, houve uma criação líquida de empregos formais de 826,168 mil vagas - o pior resultado do semestre desde 2009, quando foram gerados 397,936 mil empregos.







Fonte: Jornal do Comércio (on line)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Selic: comércio reduz previsão de crescimento, após anúncio do Copom


A CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) decidiram revisar para baixo as estimativas de crescimento do varejo para 2013, após o Banco Central (BC) anunciar o aumento da taxa básica de juros em meio ponto percentual, passando de 8% para 8,5% ao ano. Agora, a expectativa das entidades é de que haja uma queda no volume de vendas no comércio e que o setor encerre o ano com um crescimento real de 4,5%. Antes do anúncio da elevação da Selic, as entidades trabalhavam com a previsão de 5%.

Na avaliação da CNDL e do SPC Brasil, a atual política de aumento dos juros sem contenção de gastos públicos está levando o país a patamares baixíssimos de crescimento. Para o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, o controle da inflação precisa ser feito primeiramente por meio de arrocho dos gastos públicos e só depois por meio do aumento taxa básica de juros. “Neste momento, o governo brasileiro deveria fazer um sacrifício político e enxugar as despesas públicas para controlar a inflação. Aumentar os juros é um remédio que deve ser usado somente em último caso, porque reduz o consumo, diminui os investimentos e piora a situação das famílias endividadas”, disse Pellizzaro Junior.