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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Comércio espera o melhor Natal dos últimos dois anos, dizem CNDL e SPC Brasil

Para lojistas, a injeção de R$ 143 bilhões em função do décimo terceiro e a inflação sob controle vão alavancar as vendas do varejo no fim do ano

As vendas a prazo do varejo brasileiro na semana que antecede o Natal (18 a 24 de dezembro) devem acelerar em relação aos anos anteriores e crescer 5% na comparação com o ano de 2012. A expectativa é resultado de uma sondagem realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Se as expectativas se confirmarem, este será o melhor Natal para o comércio varejista dos últimos dois anos. Nos anos anteriores, as expansões foram de 2,37% (2012), de 2,33% (2011) e de 10,89% (2010).

A principal razão para o otimismo está na entrada de R$ 143 bilhões na economia brasileira em função do pagamento do décimo terceiro salário — um crescimento de 9,8% em relação ao ano de 2012, segundo dados do Dieese. Na avaliação do presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, o aumento da injeção de capital decorrente do décimo terceiro é consequência do aumento do número de pessoas empregadas no Brasil. “Atualmente caminhamos sobre níveis recordes de empregabilidade. Além disso, a inflação foi domada e já está sob controle. Dessa forma, os fatores dinheiro novo combinado com inflação estabilizada melhoram as condições de compra do consumidor”, afirma.

Crédito será menos utilizado
Neste ano o crédito terá uma influência menor do que teve nos anos anteriores, não só por conta do encarecimento dos juros, mas principalmente pela preocupação do consumidor brasileiro em comprometer menos o próprio orçamento com compras parceladas. “O fato é que as pessoas estão mensurando mais a relação orçamento livre versus comprometimento. Por isso, as compras a vista devem ganhar mais espaço. Já aqueles que optarem pelas compras a prazo optarão por dividi-las em prazos menores.

Economia movimentada como um todo



Para o líder do movimento lojista, o período natalino é conhecido por beneficiar praticamente todos os segmentos da economia, de maneira homogênea. “No Natal, é comum que o consumidor injete dinheiro das formas mais variadas possíveis. Ele pode comprar uma roupa nova, quitar dívidas, revisar o carro da garagem, dar um vinho de presente e até começar uma reforma. Dessa forma, todas as engrenagens giram para fazer a máquina econômica funcionar”, explica Pellizzaro Junior.






Fonte: Assessoria de Imprensa da CNDL

quarta-feira, 24 de julho de 2013

CNDL vê alta em vendas afetada por mercado de trabalho

O arrefecimento no mercado de trabalho deve comprometer o crescimento das vendas no varejo, avaliam a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Em nota divulgada na noite desta terça-feira (23) as entidades comentaram os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do mês de junho, divulgados mais cedo em Brasília.

Segundo a nota, "a estimativa é que o comércio feche 2013 com crescimento de 4,5%, o que representa uma desaceleração na comparação com 2012". As entidades lembram que, nos últimos anos, o aumento recorde do contingente da população com emprego e o aumento real da renda foram os principais motivos para manter o varejo aquecido.

Para o presidente da CNDLRoque Pellizzaro Junior, "os dados indicam que o Brasil vive um momento delicado na economia e os fatores de empregabilidade e renda devem deixar de ser pontos favoráveis ao crescimento das vendas no País".

Os dados do Caged mostram uma geração líquida de 123,836 mil empregos formais em junho. No primeiro semestre, houve uma criação líquida de empregos formais de 826,168 mil vagas - o pior resultado do semestre desde 2009, quando foram gerados 397,936 mil empregos.







Fonte: Jornal do Comércio (on line)

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Lojistas criticam exclusividade de banco e operadora no Minha Casa Melhor

Para participar do programa, varejista tem de ser correntista da Caixa e utilizar a operadora Redecard

Raíssa Ebrahim, especial para o Estado

SÃO PAULO - O comércio varejista aprovou com ressalvas o anúncio do Minha Casa Melhor, feito nesta quarta-feira, 12, pelo governo federal. O programa prevê uma linha de financiamento especial de móveis, eletrodomésticos e computadores exclusiva para beneficiários do Minha Casa, Minha Vida. Para a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), que agrega mais de 800 mil pontos de vendas espalhados pelo País, a exclusividade com uma operadora e um banco restringe a capilaridade da iniciativa. A expectativa é de que 3,7 milhões de famílias sejam beneficiadas, em um total de R$ 18,7 bilhões.

Avaliação do presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, muitos comerciantes não terão como concluir as vendas porque não possuem credenciamento via Redecard, única operadora autorizada a realizar as transações pelo Minha Casa Melhor. "A medida praticamente obriga todos os empresários do segmento a operarem por uma única credenciadora. Outras operadoras deveriam ter sido credenciadas, com o intuito de aumentar ainda mais a abrangência do programa", explica.
O programa também obriga a relação de exclusividade com a Caixa Econômica Federal (CEF). "Para participar do programa, o empresário tem de ser necessariamente correntista da Caixa, que atualmente possui 2.229 agências, sendo que o Brasil possui 5.564 municípios. Quer dizer, outros bancos também poderiam operar a linha de crédito para aumentar ainda mais a efetividade deste benefício", afirma Pellizzaro Junior.


Até as 15 horas desta quarta-feira, a Caixa contabilizou 1.855 cartões do programa. O valor total dos contratos já firmados chega a R$ 9,207 milhões. Os cartões têm um limite de R$ 5 mil para serem gastos pelas famílias em até 12 meses.

Fonte: Agência Estado (adaptado)