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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Banco do Brasil tem lucro líquido de R$ 15,8 bilhões em 2013



O Banco do Brasil (BB) registrou lucro líquido recorde de R$ 15,8 bilhões no ano passado, valor superior aos ganhos em 2012, de R$ 12,2 bilhões. No quarto trimestre, o banco registrou ganhos de R$ 3 bilhões.

O crédito imobiliário atingiu saldo de R$ 24,1 bilhões em dezembro de 2013, expansão de 87,2% em 12 meses. O financiamento às empresas cresceu 122,6% em um ano, atingindo saldo de R$ 5,9 bilhões. No mesmo segmento, de crédito imobiliário, o financiamento às pessoas físicas cresceu 78% no mesmo período, com saldo de R$ 18,2 bilhões e mais 160 mil operações contratadas. Em relação ao volume contratado no trimestre, as pessoas físicas responderam por R$ 3,2 bilhões, enquanto as empresas representaram R$ 2,5 bilhões.

O saldo de crédito concedido às empresas encerrou dezembro com R$ 323,2 bilhões, crescimento de 19,5% em 12 meses e 6,2% em relação ao trimestre anterior. O BB ampliou a sua liderança no agronegócio, atingindo 66,1%, conforme os dados do Sistema Nacional de Crédito Rural. O financiamento a esse segmento encerrou 2013 em R$ 144,8 bilhões. O montante é 34,1% maior do que o registrado no mesmo período de 2012.

Os índices de inadimplência no Banco do Brasil, levando em conta o índice de operações vencidas há mais de 90 dias, foi de 1,98% em dezembro.

foto: dmcombr


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Comitê do governo tomará medidas de redução da burocracia para pequenos empresários

O processo de abertura e fechamento das microempresas, assim como outras alterações, podem vir a ser agilizadas, com a redução da burocracia. A presidente Dilma Rousseff instalou nesta quarta-feira o comitê interministerial de avaliação do Simples Nacional para simplificar a vida e ampliar o leque de setores empresariais que se enquadram nas regras de regime diferenciado de compartilhamento dos tributos federais, estaduais e municipais para as micro e pequenas empresas.

Segundo o ministro da Micro e Pequena Empresa, Afif Domingos, a ideia é incorporar todos os setores no regime pelo porte e não mais pela área de atuação. Na reunião de instalação do comitê, a presidente pediu para incluir os ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Desenvolvimento Social no grupo. O comitê deverá dar mais força aos assuntos de interesse da categoria e, dentre as propostas, está a implantação da RedeSim.

A Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios, Redesim, é um sistema integrado que permite a abertura, fechamento, alteração e legalização de empresas em todas as Juntas Comerciais do Brasil, simplificando procedimentos e reduzindo a burocracia ao mínimo necessário. "A ideia é que possamos ter um único cadastro, ao invés de inscrições como CNPJ, registro de Bombeiros, Ibama, CPRH, por exemplo". O registro único agilizaria os trâmites, sendo necessário também o pagamento de uma única taxa", explica o presidente da Confederação Nacional das Mocroempresas e Empresas de Pequeno Porte (Comicro), José Tarcísio da Silva.

Um dia depois de discursar em Mato Grosso contra o excesso de burocracia no Brasil, Dilma determinou que os entraves para a abertura e o fechamento de uma empresa sejam reduzidos. Afif disse que a presidente quer baixar o tempo necessário para se abrir um negócio dos atuais 150 dias para cinco. Para isso, as etapas que o interessado terá de passar para dar início ao seu negócio serão concentradas num único balcão. Todo o processo será resolvido na junta comercial.

Outra medida que será estudada é a inclusão das pequenas e micro empresas no Programa Aprendiz, que obriga os médios grandes negócios a contratarem jovens aprendizes de 14 a 18 anos. O governo federal pagaria pelos custos da entidade certificadora que acompanha a evolução do aprendiz na empresa por meio de uma parceria com o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

O ministro também informou que haverá uma "simplificação do Simples". Hoje há cinco tabelas que informam a adequação do empresário nas categorias do Simples, o ideal, diz Afif, é reduzir para três. Além disso, deverão ser criadas linhas de financiamento para o pequeno e micro empresário. "O pequeno é bom pagador", garante Afif.

Ele deu o exemplo do setor de Beleza, o que mais se formalizou desde a implantação do MEI (sistema de legalização do microempreendedor individual), onde muitas empresárias têm dificuldade em comprar o forno de esterilização dos equipamentos usados pelas manicures porque o mesmo não pode ser financiado, ao contrário de eletrodomésticos como TVs, microondas e geladeiras, por exemplo.

O Comitê será formado pelos ministérios da Micro e Pequena Empresa, Fazenda, Planejamento, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Trabalho, Casa Civil, Desenvolvimento Agrário e Desenvolvimento Social.

Devem ainda estar em pauta para atuação do comitê a regulamentação da dupla visita, a extensão do programa Aprendiz ao setor, desde que a certificação seja paga pelo governo, e a inserção das microempresas no comércio exterior. "Hoje acontece muito de um órgão fazer uma visita à empresa, verificar alguma irregularidade e aplicar logo uma multa. Isso não está correto. A primeira visita é para orientação. Somente depois de orientada e recebida uma nova visita a empresa pode ser multada caso não tenha corrigido a falha", conta Tarcísio.















Com informações da Agência Brasil. / Foto: Montagem/DP

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Empresários faturam com aluguel de tablets e apostam na Copa de 2014

Aluguel sai por R$ 14,90 por dia; no pacote mensal, R$ 6,90 por dia. Em 2014, negócio apostará no mercado de pesquisas e na Copa do Mundo.

Empresários de São Paulo descobriram um novo nicho no mercado de tecnologia, tendência de bom negócio para 2014. Eles têm uma empresa de aluguel de tablets e garantem: cada vez mais empresas preferem alugar a comprar esse tipo de equipamento.

O negócio foi montado em outubro de 2012 pelos irmãos Alexandre e Paulo Oliveira, que já tinham uma empresa de desenvolvimento de sites. Eles usaram a mesma estrutura para o novo negócio e investiram R$ 8 mil em cinco tablets.

“Para as empresas que fazem eventos é muito mais vantajoso fazer a locação dos equipamentos por uma semana, quinze dias, do que comprar, uma vez que a locação custa em torno de 1% ao dia do valor total do equipamento”, afirma o empresário Alexandre oliveira.

Ele conta que perceberam o potencial de mercado do negócio desde o começo. “Em vinte dias a gente nem tinha um site ainda, era só uma imagem na internet para ver o que ia acontecer. De repente começou a chover ligação e a gente negava locações, até que a gente viu que esse é um mercado legal mesmo”, afirma Alexandre.

Segundo o consultor Gustavo Souza, o segmento de tecnologia no Brasil movimenta US$ 129 bilhões e é a bola da vez. “O mercado de tecnologia é mais do que uma tendência. Há vários anos que ele cresce mais de dois dígitos de ano a ano e a gente entende que agora em 2014 ele tem uma tendência ainda maior”, afirma.

A empresa de Alexandre e Paulo tem uma política de preços agressiva. Eles cobram R$ 14,90 por dia de aluguel. Mas, se o cliente alugar por um mês, o preço cai para R$ 6,90 por dia. O frete é pago pelo cliente.

“A gente fez uma pesquisa e chegou nesse preço para pegar uma grande fatia no mercado e entrar para valer nele. E a gente inclusive percebeu que poucas empresas estavam locando tablet com o sistema operacional Android e é isso que a gente foca hoje”, diz Paulo Oliveira.

Estratégia
Os empresários têm uma estratégia de investimento própria. Eles montaram o negócio numa equação de sucesso: compram os tablets em dez prestações de R$ 130, mas o mesmo aparelho rende, em média, R$ 207 por mês de aluguel, bem mais do que a prestação.

Assim, eles fizeram um estoque de mais de R$ 300 mil em equipamentos, sem precisar por a mão no bolso. Em menos de sete meses de aluguel, o tablet está pago. A partir daí, o aparelho praticamente só dá lucro. Após um ano e meio de uso, ele é vendido.

“Sempre que uma nova geração de equipamentos é lançada, a gente procura fazer uma venda de uma parte do nosso estoque da geração antiga para nunca ficar defasado”, conta Alexandre.

Um dos segredos do sucesso dos empresários é vender facilidades. Eles entregam e buscam os tablets em todo o país. Os equipamentos têm seguro contra roubo e em caso de quebra a reposição é feita na hora.

“Hoje em dia o cliente quer tudo na mão. Então tem que ter uma entrega rápida e, caso quebre algum equipamento, a gente tem que estar de prontidão para trocar. Caso ele precise de aplicativos ou alguma coisa incluída no equipamento, a gente envia. Então é um pacote completo que ele tem que ter”, diz Paulo.

Os empresários garantem que se tivessem mais tablets, alugariam tudo. Em média, 80% dos equipamentos da empresa ficam sempre nos clientes. Em 2013, os irmãos faturaram R$ 600 mil. Hoje, eles têm 250 tablets e a ideia é comprar pelo menos mais 200 aparelhos neste ano.

“Na Copa das Confederações, no ano passado, nós zeramos nosso estoque e se tivéssemos mais 100 equipamentos com certeza nós teríamos alugado. Então, estamos apostando em dois mercados pra este ano. Um é o de pesquisas para as eleições, que é muito forte e que a gente tem muitos clientes grandes que demandam quantidade muito grande de equipamentos. E outro é a Copa do Mundo”, afirma Alexandre.

Andrea Mosiici e Gabriele Bartolucci alugam cerca de 20 tablets por mês. Eles fazem aplicativos para eventos de curta duração, como feiras e eleições. Para eles, o serviço da empresa é bom e barato.

“Nós encontramos nele um fornecedor especializado em tablets com sistema operativo Android. Isso era muito bom, porque o nosso desenvolvimento é feito nessa plataforma. Ele é muito rápido na entrega e os preços são competitivos. Então achamos uma grande gama de vantagens trabalhar com ele”, diz a cliente Andrea Mosiici.

foto: jornalggn



Fonte: G1
 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Faculdade Duarte Coelho realiza aula inaugural nesta terça-feira em Surubim

Mais de 70% das empresas são abertas por oportunidade

foto: shutterstock
Dados revelados pelo Sebrae a partir da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) mostram que de cada 100 brasileiros que começam um negócio próprio no Brasil, 71 são motivados por uma oportunidade de negócios e não pela necessidade. Esse é o melhor índice já registrado desde o início do levantamento, há 12 anos. Em 2002, apenas 42% das pessoas abriam uma empresa por identificar demanda no mercado, enquanto os demais tinham o empreendedorismo como única opção, por não encontrar alternativas no mercado de trabalho.
Na avaliação do presidente do Sebrae, Luiz Barretto, os resultados indicam a vitalidade do empreendedorismo no país mesmo em um período de pleno emprego. “A perspectiva é de que os pequenos negócios continuem em uma trajetória de crescimento, já que o mercado interno brasileiro ainda oferece muitas oportunidades de negócios, seja para a classe média, em expansão, seja para segmentos específicos de mercado”, avalia. Os microempreendedores individuais (MEI), microempresas e pequenas empresas – aqueles que faturam até R$ 3,6 milhões por ano – representam 99% das empresas brasileiras e mais de 8,3 milhões de Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).
Ter seu próprio negócio é um dos três principais sonhos do brasileiro, atrás apenas de comprar a casa própria e viajar pelo Brasil. Fazer carreira em uma empresa vem em oitavo lugar entre os desejos dos entrevistados. “Sonhar é tão fundamental quanto se planejar. A maioria dos entrevistados afirma não ter medo de fracassar, o que é positivo, mas, para ter sucesso, o empreendedor também precisa investir na sua capacitação e buscar um diferencial para seus produtos e serviços”, pondera o presidente do Sebrae.
Na percepção do brasileiro, 84% consideram que abrir sua própria empresa é uma opção desejável de carreira. Para Sandro Vieira, diretor presidente o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), também chama a atenção o fato do brasileiro estar mais atento às oportunidades do ambiente. “O percentual da população que afirma perceber oportunidades de negócio para os próximos seis meses nas proximidades onde vive subiu de 41,2%, em 2002, para 50 %, em 2013, com média de 45,1% no período."
Além de um grande mercado consumidor e dos avanços na legislação – em especial a redução de impostos do regime Supersimples –, um dos fatores que mais fortalece o empreendedorismo no país é o aumento da escolaridade: quase metade dos novos empreendedores tem pelo menos o segundo grau completo. Entre os novos empresários que estão cursando ou já completaram o Ensino Superior, 92% iniciaram o negócio por oportunidade.
“O perfil do empreendedor brasileiro é hoje mais escolarizado e também mais jovem”, destaca o presidente do Sebrae. De acordo com a pesquisa, 50% dos donos de negócios com até três anos e meio de atividade têm entre 18 e 34 anos, enquanto nas empresas que estão há mais tempo no mercado apenas 25% são dessa faixa etária.
A GEM
A pesquisa GEM, uma iniciativa da London Business School e Babson College, é feita em 68 países, cobrindo 75% da população global e 89% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. No Brasil, ela é patrocinada pelo Sebrae e realizada pelo IBQP, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Foram entrevistadas 10 mil pessoas de 18 a 64 anos, de todas as regiões, e 85 especialistas em empreendedorismo. Entre os ouvidos pela GEM estão desde pessoas que estão se preparando para iniciar um empreendimento até os que já estão estabelecidos no mercado.

Fonte: Da Agência Sebrae de Notícias / Pequenas Empresas Grandes Negócios

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Presidente da CNDL, leva pleitos do Movimento Lojista para ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti

Com cobertura da Agência Adjori, em Brasília, presidente da CNDL pede à ministra apoio para mudar Lei Geral da Micro e Pequena Empresa


Encontro entre a ministra e o presidente da CNDL
ocorreu no Palácio do Planalto
O presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, o catarinense Roque Pellizzaro Júnior, levou nesta sexta-feira (7) as reivindicações do Movimento Lojista à ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, em audiência no Palácio do Planalto, com a cobertura da Agência Adjori de Jornalismo. Roque solicitou também à ministra uma audiência com a presidente Dilma Rousseff, não só para pedir apoio às mudanças da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, como também para convidar a presidente para a abertura do 54ª. Convenção Nacional do Comércio Lojista, a ser realizada de 17 a 20 de setembro na Costa do Sauipe, na Bahia.

Na audiência, Roque Pellizzaro Júnior discutiu com a ministra a tramitação das mudanças da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, cujas alterações foram aprovadas na comissão especial da Câmara dos Deputados, em dezembro do ano passado. “Esperamos que até maio a proposta possa ser votada no plenário”, disse o presidente da CNDL à ministra, que por sua vez colocou que “essas mudanças provocam desonerações que precisam ser bem calculadas num ano econômico como este e precisamos saber se o Governo Federal tem condições de arcar com essa desoneração”.

A ministra lembrou ainda que as alterações derrubam a chamada “substituição tributária” instituída pelos Estados para ampliar a arrecadação “e assim nós estamos mexendo também com os 27 entes federativos, os Estados, que também sofreriam queda de arrecadação”, disse a ministra. O presidente da CNDL contrapôs que o fim da substituição tributária para todas as empresas optantes do Simples é a única solução para acabar com “falências e desemprego na área do varejo, que em 86% é constituído de pequenas e micro empresas”. Mas concordou com a ministra, que disse ser preciso ampliar a mesa de negociação, “trazendo também os governadores”, sem esquecer “que o Governo Federal tem a clareza de que as pequenas e micro empresas são as grandes propulsoras do emprego no país”.

A ministra Ideli gostou da proposta apresentada pelo presidente da CNDL de uma “implantação gradual, a prazo, como aliás os comerciantes estão acostumados a fazer com seu próprio negócio”. Roque disse que as alterações são fundamentais para a sobrevivência do setor lojista, mas afirmou que não tira “as razões do Governo Federal e até dos Estados sobre a dificuldade de uma desoneração de uma vez só”. Lembrou ainda que a CNDL reúne 1.700 Câmaras de Dirigentes Lojistas em todo o país e que o setor cresceu 4,2% no ano passado (“bem acima do PIB nacional”) e que “vai crescer da mesma maneira agora em 2014”.

O presidente da CNDL pediu à ministra que transmitisse os parabéns e os agradecimentos da CNDL e do Movimento Lojista à presidente Dilma “por uma série de medidas tomadas que beneficiam o nosso setor”. E fez questão de destacar o papel do ministro Afif Domingos, da Micro e Pequena Empresa, “que tem liderado as lutas do nosso Movimento e tem trabalhado incansavelmente para ver aprovadas as mudanças que ele próprio propôs para o Simples, em nome do Governo Federal”. 

Fonte: Agência Adjori de Jornalismo. 

Copa e Eleições devem impulsionar varejo

"SÃO DOIS FATORES QUE VÃO IMPACTAR MUITO POSITIVAMENTE ALGUNS SETORES, MAS NEM TANTO OUTROS", AFIRMOU O PRESIDENTE DA CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS DIRIGENTES LOJISTAS (CNDL), ROQUE PELLIZZARO

Um efeito ruim do evento esportivo 
deste são os feriados em dias de jogos, 
segundo os lojistas (foto: Getty Images)
A Copa do Mundo e as eleições devem impactar o resultado do setor varejista neste ano, segundo o presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro. Ele destacou, entretanto, que ainda não é conhecido o tamanho desse impacto. "São dois fatores que vão impactar muito positivamente alguns setores, mas nem tanto outros", afirmou.


Mesmo com esses fatores atípicos, a CNDL acredita que o crescimento das vendas neste ano ficará entre 4% e 4,5%, próximo aos 4,12% registrados em 2013. Os setores de supermercado e de eletrônicos devem ter impactos positivos devido a esses eventos, segundo a CNDL, devido a alta nas vendas de televisões e de alimentos. "A inflação de alimentos mais controlada neste ano também ajuda", apontou Pellizzaro.

Um efeito ruim do evento esportivo deste ano são os feriados em dias de jogos, segundo os lojistas. "Ninguém sabe mensurar os impactos disso ainda sobre as vendas, mas haverá", disse. Pellizzaro explica que, se for decretado feriado municipal nos dias de jogos, as lojas dificilmente terão formas de funcionar no dia.

Pellizzaro lembrou que as eleições também podem afetar a economia brasileira. "Estamos vivendo dilema que afeta o dia a dia de todo mundo que é a inflação. Os mecanismos de controle da inflação têm decisão política muito forte. O governo precisa tomar decisões que podem não ser tão simpáticas num primeiro momento", disse. "A simples alta de taxas de juros não está resolvendo problema inflacionário. O governo precisa fazer a parte dele quanto à melhora fiscal."

Liquidações

O fraco resultado das vendas no varejo em dezembro levou o resultado de janeiro a ficar acima das expectativas, segundo Roque Pellizzaro. "Como as vendas de dezembro ficaram aquém das expectativas, os estoques das lojas passaram um pouco de onde deveriam estar e as liquidações de janeiro foram muito mais fortes neste ano", explicou. O calor muito forte também manteve em alta a venda de vestuários em janeiro, segundo ele.

Para a inadimplência, a expectativa é que termine 2014 entre 2,5% e 3%, pouco acima dos 2,33% registrados em 2013. Em janeiro, a inadimplência subiu 7,84% em janeiro ante o mesmo mês do ano passado. "Historicamente a inadimplência cresce muito em janeiro em virtude do desarranjo orçamentário das famílias no fim do ano", afirmou Pellizzaro.

Ele lembrou, entretanto, que a inadimplência vem desacelerando nos últimos três anos. "Isso também demonstra que inadimplência está realmente se acomodando sob novo patamar, muito melhor do que a gente tinha."

Pellizzaro disse que o mercado brasileiro está mais amadurecido. "O mercado brasileiro amadureceu no aumento da renda, na empregabilidade e principalmente no crédito. Não conseguimos ver em 2013 aumento expressivo na concessão de crédito e isso deve continuar em 2014", disse. "A inadimplência ficará em patamares aceitáveis em 2014.

Vejo amadurecimento do mercado de concessão de crédito, tanto o rigor na hora de conceder crédito, quanto por parte dos tomadores, que estão mais cautelosos em relação ao seu orçamento."

Fonte: Época Negócios