Páginas

Mostrando postagens com marcador Comitê do governo tomará medidas de redução da burocracia para pequenos empresários. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comitê do governo tomará medidas de redução da burocracia para pequenos empresários. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Comitê do governo tomará medidas de redução da burocracia para pequenos empresários

O processo de abertura e fechamento das microempresas, assim como outras alterações, podem vir a ser agilizadas, com a redução da burocracia. A presidente Dilma Rousseff instalou nesta quarta-feira o comitê interministerial de avaliação do Simples Nacional para simplificar a vida e ampliar o leque de setores empresariais que se enquadram nas regras de regime diferenciado de compartilhamento dos tributos federais, estaduais e municipais para as micro e pequenas empresas.

Segundo o ministro da Micro e Pequena Empresa, Afif Domingos, a ideia é incorporar todos os setores no regime pelo porte e não mais pela área de atuação. Na reunião de instalação do comitê, a presidente pediu para incluir os ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Desenvolvimento Social no grupo. O comitê deverá dar mais força aos assuntos de interesse da categoria e, dentre as propostas, está a implantação da RedeSim.

A Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios, Redesim, é um sistema integrado que permite a abertura, fechamento, alteração e legalização de empresas em todas as Juntas Comerciais do Brasil, simplificando procedimentos e reduzindo a burocracia ao mínimo necessário. "A ideia é que possamos ter um único cadastro, ao invés de inscrições como CNPJ, registro de Bombeiros, Ibama, CPRH, por exemplo". O registro único agilizaria os trâmites, sendo necessário também o pagamento de uma única taxa", explica o presidente da Confederação Nacional das Mocroempresas e Empresas de Pequeno Porte (Comicro), José Tarcísio da Silva.

Um dia depois de discursar em Mato Grosso contra o excesso de burocracia no Brasil, Dilma determinou que os entraves para a abertura e o fechamento de uma empresa sejam reduzidos. Afif disse que a presidente quer baixar o tempo necessário para se abrir um negócio dos atuais 150 dias para cinco. Para isso, as etapas que o interessado terá de passar para dar início ao seu negócio serão concentradas num único balcão. Todo o processo será resolvido na junta comercial.

Outra medida que será estudada é a inclusão das pequenas e micro empresas no Programa Aprendiz, que obriga os médios grandes negócios a contratarem jovens aprendizes de 14 a 18 anos. O governo federal pagaria pelos custos da entidade certificadora que acompanha a evolução do aprendiz na empresa por meio de uma parceria com o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

O ministro também informou que haverá uma "simplificação do Simples". Hoje há cinco tabelas que informam a adequação do empresário nas categorias do Simples, o ideal, diz Afif, é reduzir para três. Além disso, deverão ser criadas linhas de financiamento para o pequeno e micro empresário. "O pequeno é bom pagador", garante Afif.

Ele deu o exemplo do setor de Beleza, o que mais se formalizou desde a implantação do MEI (sistema de legalização do microempreendedor individual), onde muitas empresárias têm dificuldade em comprar o forno de esterilização dos equipamentos usados pelas manicures porque o mesmo não pode ser financiado, ao contrário de eletrodomésticos como TVs, microondas e geladeiras, por exemplo.

O Comitê será formado pelos ministérios da Micro e Pequena Empresa, Fazenda, Planejamento, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Trabalho, Casa Civil, Desenvolvimento Agrário e Desenvolvimento Social.

Devem ainda estar em pauta para atuação do comitê a regulamentação da dupla visita, a extensão do programa Aprendiz ao setor, desde que a certificação seja paga pelo governo, e a inserção das microempresas no comércio exterior. "Hoje acontece muito de um órgão fazer uma visita à empresa, verificar alguma irregularidade e aplicar logo uma multa. Isso não está correto. A primeira visita é para orientação. Somente depois de orientada e recebida uma nova visita a empresa pode ser multada caso não tenha corrigido a falha", conta Tarcísio.















Com informações da Agência Brasil. / Foto: Montagem/DP