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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Brasileiro paga os juros mais altos do mundo no cartão de crédito; compare as taxas


 (Caio Gomez/CB/D.A Press)
O brasileiro paga o juro mais alto do mundo para usar o cartão de crédito. É o que aponta uma pesquisa da Associação Proteste de Consumidores e da Fundação Getulio Vargas (FGV). De acordo com o levantamento, a taxa anual de refinanciamento da dívida do cartão, no rotativo, pode chegar a 700%. A mínima encontrada foi de 52,34%. 





Na ponta do lápis, isso significa que uma pessoa que tenha uma dívida de R$ 500 no cartão e resolva pagar somente o mínimo (20% do valor da fatura), rolando a dívida por um ano, terá, ao final de 12 meses, uma conta para pagar acima de R$ 3 mil. A Proteste lembra que os altos juros cobrados nestas modalidades de crédito rotativo são uma das causas do crescente endividamento dos brasileiros.



O estudo foi feito com as faturas mensais de clientes de 11 instituições financeiras. Foram comparados os encargos e taxas de 61 tipos de cartões de crédito. Os especialistas recomendam que o consumidor use o cartão de crédito com cautela, pague a fatura na data do vencimento, e quite o valor integral. Outra dica é ter apenas um cartão para controlar melhor as despesas. 



Abaixo, é possível comparar as taxas de juros praticadas pelas operadoras no país:

JUROS DE CARTÃO DE CRÉDITO NO BRASIL
INSTITUIÇÃOCARTÕESROTATIVO - CET (% A.A)
BANCO DO BRASILOurocard Platinum52,34%
Ourocard Gold68,62%
Ourocard Platinum Amex85,21%
Ourocard International106,92%
Ourocard107,46%
BANCO IBIIbicard Nacional557,33%
BANRISULBanrisul Visa Platinum80,61%
Banrisul Mastercard Platinum80,61%
Banrisul Visa Gold205,39%
Banrisul Mastercard Básico212,14%
Banrisul Visa Classic212,14%
Banrisul Master Standard212,14%
BRADESCOAmerican Express Platinum Credit59,92%
Bradesco Infinite Visa75,52%
Bradesco Mastercard Black75,52%
Bradesco Platinum115,32%
Bradesco Gold120,22%
Bradesco Visa Standard122,71%
Bradesco Nacional122,71%
Bradesco International122,71%
Bradesco American Express Credit122,71%
American Express Blue122,71%
American Express Gold Card122,71%
American Express Gold Credit233,38%
American Express Green429,47%
BV FINANCEIRABanco Votorantim Platinum247,96%
Banco Votorantim Gold354,63%
Banco Votorantim Nacional432,24%
CAIXACaixa Turismo Internacional112,71%
CITIBANKAuto Rewards Gold293,37%
Aadvantage Gold352,23%
CREDICARDDiners Club Internacional Exclusive353,66%
Credicard International395,39%
HSBCPlatinum Visa289,97%
HSBC Premier MasterCard289,97%
Gold Card400,00%
Platinum HSBC Advance400,00%
Auto Gold Card400,00%
SuperClass Card427,29%
Clássico455,95%
Open Card455,95%
Instituto HSBC Solidariedade455,95%
Combustível521,48%
ITAÚItaucard 2.0 Nacional100,99%
Itaucard 2.0 Internacional100,99%
Itaucard 2.0 Gold100,99%
Itaucard 2.0 Platinum (Programa Sempre Presente)100,99%
Itaú Personalité Platinum152,01%
Itaú Uniclass Master Platinum233,37%
Itaucard Gold Programa Sempre Presente402,47%
Itaú Múltiplo Internacional411,30%
Itaú Uniclass Master Multiplo Gold439,74%
SANTANDERLight419,06%
Reward487,49%
Elite Platinum492,99%
Internacional506,00%
Free541,99%
Platinum Styke560,03%
Flex Nacional628,02%
Platinum705,61%
Fonte: Diário de Pernambuco

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Saiba quanto custa financiar seu carro zero quilômetro

A Proteste levantou o Custo Efetivo Total (CET) do empréstimo nos seis maiores bancos do país para quatro modelos de veículos 1.0, com entrada de 40%



A orientação da entidade é simular o financiamento no máximo possível de concessionárias e anotar os CETs. Esse valor pode variar bastante de bairro para bairro. Foto: Monique Renne/Esp. CB/D.A Press
A orientação da entidade é simular o financiamento no máximo possível de concessionárias e anotar os CETs. Esse valor pode variar bastante de bairro para bairro. Foto: Monique Renne/Esp. CB/D.A Press
Você, que está pensando em financiar a compra do carro zero, já calculou quanto pode economizar ao pesquisar as taxas praticadas pelos bancos e montadoras? Não? A Proteste Associação de Consumidores fez as contas e constatou que é possível poupar até R$ 6 mil ao comparar as condições de financiamento existentes no mercado. Isto sem ter de aumentar o valor da entrada, encurtar o prazo de pagamento ou abrir mão de algum recurso do veículo.

A entidade levantou o Custo Efetivo Total (CET) do empréstimo nos seis maiores bancos do país para quatro modelos de veículos 1.0. Em todos os casos, foi considerada uma entrada de 40%, mais o financiamento em 24 ou 48 meses. O CET inclui a taxa de juros, a tarifa de cadastro, o registro de gravame e o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), entre outras despesas, conforme esclarece a Proteste.

Um Uno Vivace 1.0, que sai por R$ 30,7 mil à vista, se for financiado pela Caixa Econômica Federal em 48 meses terá um CET de 15,11% ao ano, de modo que cada parcela fica em R$ 504. No Bradesco, o custo é de 30,64% ao ano, com parcelas de R$ 631 mensais. Com isso, o consumidor pagará, pela Caixa, um valor total de R$ 36,5 mil ao final de quatro anos. Já pelo Bradesco, o carro custará R$ 42,6 mil, uma diferença de R$ 6,1 mil.

De acordo com a pesquisa, a Caixa apresentou o melhor custo final para financiamento, tanto no parcelamento em 24 como em 48 vezes. Com exceção da compra do Fiesta, que saía mais em conta se feita no banco da montadora Ford.

A orientação da Proteste é simular o financiamento no máximo possível de concessionárias e anotar os CETs. Esse valor pode variar bastante de bairro para bairro. Mas como fazer?

Ao chegar na concessionária, pegue o preço do carro à vista (pergunte por desconto no valor total). Depois, vá a instituições bancárias com o orçamento para simular o crédito. Por fim, anote o Custo Efetivo Total do financiamento.

O problema é que nem sempre é fácil obter informações sobre o CET nas concessionárias. Muitas vezes, os vendedores dizem não saber informar sobre esses valores. “Em toda operação de crédito é obrigatório fornecer todos estes dados”, destaca a associação de consumidores em nota à imprensa.
 
Sem despachante
Para economizar, também é possível providenciar o licenciamento, o IPVA e o seguro obrigatório, dispensando o serviço de despachante oferecido e cobrado pelas concessionárias. O procedimento é simples. Basta ir ao Detran e pagar os documentos.

Fonte: Diário de Pernambuco