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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

PE registra saldo negativo no mercado de trabalho em dezembro

O mercado de trabalho pernambucano encerrou o ano de 2013 registrando saldo negativo de empregos formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).


Ao fim de dezembro, o Estado havia registrado mais demissões que admissões, gerando saldo negativo de -6.269 postos. Os setores que tiveram maior influência sobre esse número foram “Agropecuária”, com saldo de -2.218 empregos e “Construção Civil”, com -1.774 postos trabalhistas. Dessa forma, o mercado de trabalho formal no Estado finalizou o ano de 2013 com crescimento acumulado de 2,1% e 28.062 novos empregados formais.


O emprego na Região Metropolitana do Recife (RMR) também registrou desempenho desfavorável em dezembro. Os desligamentos somaram 26.900, enquanto que as admissões totalizaram 23.852, gerando saldo de -3.048 pessoas com empregos sob o regime de consolidação do trabalho (CLT). Assim, em doze meses, a geração de empregos na RMR foi 1,9% maior que em 2012.


Segundo o Caged, no Brasil foram gerados em 2013 um total de 1.117.171 empregos com carteira assinada, representando um crescimento de 2,82% em relação ao estoque de empregos de dezembro de 2012. Para o ministro Manoel Dias, o resultado de 2013 demonstra que o Brasil, mesmo com a desaceleração, segue num movimento contínuo de geração de empregos.


“Nos últimos anos estamos mantendo uma geração contínua de empregos, numa média de 1 milhão de empregos anuais. Além disso, tivemos um ganho real de 42,91% no salário médio de admissão que passou de R$ 772,58 em 2003 para R$ 1.104,12 em 2013. Isso demonstra que o mercado de trabalho brasileiro, mesmo com o país não tendo crescido o esperado, continua gerando empregos”, afirmou.



Fonte: Texto: JC Negócios / Foto: Guararema.SP / Frederico Haikal

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Caged: mercado de trabalho desaquecido deve comprometer crescimento das vendas no comércio


Geração de empregos no comércio teve o segundo pior desempenho entre setores pesquisados. Para CNDL e SPC, comércio deve crescer 4,5% neste ano


A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) avaliam que o desaquecimento do mercado formal de empregos deve comprometer o crescimento das vendas no varejo para este ano. As entidades mantém a expectativa de que o comércio cresça 4,5% em 2013 ante o crescimento de 6,75% registrado em 2012.

Na avaliação de Roque Pellizzaro Junior, presidente da CNDL, a piora da geração de empregos é reflexo do mau desempenho da atividade econômica, que ainda não conseguiu mostrar sinais de recuperação neste inicio de segundo semestre.

Pellizzaro destaca que ao longo dos últimos anos, o aumento recorde de brasileiros com carteira assinada e o aumento real da renda foram principais motores para impulsionar o setor.

Segundo Pellizzaro Junior, os dados divulgados em julho apontam uma mudança de trajetória que deve comprometer o ritmo de vendas no comércio brasileiro. “Apesar do aumento na criação de novas vagas, o desempenho de julho é ruim para o comércio. A empregabilidade dá sinais de cansaço e tanto o governo como o mercado têm revisado sistematicamente as projeções de crescimento da atividade econômica. Isso impacta nas estimativas para o final do ano“, alerta ele.

Empregabilidade no comércio
Segundo dados divulgados nessa quarta-feira pelo Ministério do Trabalho, tendo como base informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o mês de julho apresentou a pior geração de novos empregos dos últimos 10 anos.

Na comparação com julho de 2012, foram criados 70,9% a menos de empregos formais. Já no acumulado do ano – de janeiro de 2013 a julho de 2013 – na comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento na geração de novos postos foi inferior em 33,5%.

Dos seis setores avaliados que apresentaram crescimento, o comércio teve o segundo pior desempenho (+0,02), ficando a frente apenas da área de administração pública (+0,1%). Quando levado em consideração somente o segmento do comércio varejista, o resultado é ainda pior, e apresenta uma leve retração de 0,1%, o que na avaliação da CNDL configura estagnação na geração de novos postos de emprego.


Fonte: Assessoria de Imprensa da CNDL