Como primeiro compromisso oficial da NRF 2013, aconteceu no dia 12 de janeiro, a reunião semestral do FIRAE, que é um fórum que reúne entidades varejistas de todo o mundo sendo a CNDL um de seus componentes, representada pelo presidente Roque Pellizzaro Junior.
Durante a reunião foi apresentado pelo especialista em mercados emergentes Paul Martin, Managing Director of Planet Retailers, uma visão sobre a economia global para 2013 e suas implicações para varejistas e suas entidades representativas, em especial devido a forte perspectiva de um baixo crescimento no PIB de países como Estados Unidos e os principais países europeus.
O Brasil é visto como uma grande exceção à tendência mundial. Apesar de o país apresentar um crescimento modesto para este ano, o varejo deve continuar a apresentar crescimento acima dos demais setores. Todavia, nossos gargalos (burocracia em especial) impedem investimentos estrangeiros no setor.
Ainda durante a reunião, cada um dos representantes apresentou dois problemas enfrentados por sua entidade em seus respectivos países e como estão tratando e debatendo esses assuntos. A CNDL apresentou a questão da expansão do crédito no Brasil que tem sido um dos grandes motores da expansão das vendas e que, para 2013, já se vê uma retração no ritmo desta expansão (crédito), além do aumento da inadimplência e que, através da parceria feita entre nosso SPC e a Serasa Experian estamos procurando minimizar. Outro ponto que apresentamos foi a questão dos meios eletrônicos de pagamentos e seus custos para varejistas brasileiros, cartões de credito, débito e beneficio, sendo o trabalho feito pela nossa entidade reconhecido por todos os participantes que o tem visto através da mídia internacional especializada.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CNDL
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Jovens brasileiros preferem reconhecimento a salário alto
O levantamento feito on-line fez a pergunta: "O que é mais importante em sua carreira?", ouvindo estudantes de todo o país.
Fonte: Folha.com
Uma pesquisa feita pelo Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios) mostrou um dado que pode causar surpresa sobre os jovens de hoje do Brasil: eles valorizam mais o reconhecimento profissional do que a salário alto.
O levantamento feito on-line fez a pergunta: "O que é mais importante em sua carreira?", ouvindo estudantes de todo o país. As opções eram "Ter sucesso e reconhecimento", "Estabilidade profissional", "Uma profissão capaz de ajudar as pessoas", "Atuar em uma empresa socialmente responsável" e "Ter um bom salário e benefícios".
Em primeiro lugar ficou "Ter sucesso e reconhecimento", com 39,35%. Para Lizandra Bastos, pedagoga e analista de treinamento do Nube, a alternativa foi a mais votada pois contempla elementos de papel relevante do indivíduo no meio onde vive. "A carreira está associada a diversos aspectos fundamentais, como a satisfação das necessidades psicológicas (autoestima e identidade). Sendo assim, as pessoas buscam a própria realização", explica.
O item menos votado foi "Ter um bom salário e benefícios", com apenas 9,5%. A especialista explicou o motivo. "Isso reflete o momento socioeconômico do país e a crescente busca por informação e aprendizado da população", diz Bastos. E completa: "A última alternativa é chamada de 'necessidade elementar'. Ela já deixou de ser uma preocupação eminente. Hoje, as pessoas buscam aceitação e satisfação com seu trabalho".
Ter "Estabilidade profissional" teve 22,67% e em seguida veio "Uma profissão capaz de ajudar as pessoas", com 18,62%, e "Atuar em uma empresa socialmente responsável", com 9,87%. O Nube contou com a participação, via internet, de 4.834 estudantes entre 16 e 30 anos.
Segundo Bastos, de maneira geral, há uma preferência pela "busca intelectual" quando a pessoa escolhe onde estagiar ou trabalhar. "O jovem tem o anseio de crescer profissionalmente e atingir seu sucesso. Para isso, reconhecimento e a elevação da autoestima são extremamente importantes. O salário e o benefício são consequências", comenta.
O levantamento feito on-line fez a pergunta: "O que é mais importante em sua carreira?", ouvindo estudantes de todo o país. As opções eram "Ter sucesso e reconhecimento", "Estabilidade profissional", "Uma profissão capaz de ajudar as pessoas", "Atuar em uma empresa socialmente responsável" e "Ter um bom salário e benefícios".
Em primeiro lugar ficou "Ter sucesso e reconhecimento", com 39,35%. Para Lizandra Bastos, pedagoga e analista de treinamento do Nube, a alternativa foi a mais votada pois contempla elementos de papel relevante do indivíduo no meio onde vive. "A carreira está associada a diversos aspectos fundamentais, como a satisfação das necessidades psicológicas (autoestima e identidade). Sendo assim, as pessoas buscam a própria realização", explica.
O item menos votado foi "Ter um bom salário e benefícios", com apenas 9,5%. A especialista explicou o motivo. "Isso reflete o momento socioeconômico do país e a crescente busca por informação e aprendizado da população", diz Bastos. E completa: "A última alternativa é chamada de 'necessidade elementar'. Ela já deixou de ser uma preocupação eminente. Hoje, as pessoas buscam aceitação e satisfação com seu trabalho".
Ter "Estabilidade profissional" teve 22,67% e em seguida veio "Uma profissão capaz de ajudar as pessoas", com 18,62%, e "Atuar em uma empresa socialmente responsável", com 9,87%. O Nube contou com a participação, via internet, de 4.834 estudantes entre 16 e 30 anos.
Segundo Bastos, de maneira geral, há uma preferência pela "busca intelectual" quando a pessoa escolhe onde estagiar ou trabalhar. "O jovem tem o anseio de crescer profissionalmente e atingir seu sucesso. Para isso, reconhecimento e a elevação da autoestima são extremamente importantes. O salário e o benefício são consequências", comenta.
Fonte: Folha.com
Banco do Brasil lança linha para impostos de pequena empresa
Companhias com faturamento de até R$ 3,6 milhões por ano poderão acessar o empréstimo com taxas juros a partir de 0,6% ao mês
O Banco do Brasil passa a oferecer, desde o início deste mês, uma linha de crédito para financiar os impostos das micro e pequenas empresas que faturam até R$ 3,6 milhões por ano. A solução foi criada para atender à demanda dos empresários, principalmente os ligados ao comércio, que precisam de recursos para quitar os tributos incidentes logo no início do ano, cujos valores são, na maioria das vezes, mais elevados em função do aquecimento das vendas efetuadas no período do Natal.
A linha de crédito oferece taxa de juros a partir de Taxa Referencial (TR) mais 0,96% ao mês. O prazo de pagamento pode chegar a até 24 meses, contando com carência de até três meses para pagar a primeira prestação.
O empréstimo pode ser contratado com garantias reais ou pessoais. Para a empresa que não conta com garantias suficientes, o BB coloca à disposição o Fundo de Garantia de Operações (FGO), que garante até 80% do valor da operação e possibilita à empresa acessar taxas mais atrativas.
O volume de crédito disponível é da ordem de R$ 1 bilhão. O lastro conta com 50% de recursos do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e de 50% de conta própria do BB. Essa composição proporciona ao cliente, além de uma taxa de juros mais competitiva, a economia de 50% do valor do IOF, uma vez que o encargo não incide sobre os recursos do Pasep.
A disponibilização da linha de crédito é uma das ações que faz parte da parceria celebrada entre o Banco do Brasil e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).
Para o vice-presidente de Agronegócios e Micro e Pequenas Empresas do BB, Osmar Dias, "a nova solução é lançada em um momento oportuno e supre uma lacuna no fluxo financeiro das empresas. O comerciante realiza suas vendas do final do ano a prazo, levando no mínimo até 30 dias para receber os valores. Já os impostos nesse período são normalmente mais elevados em razão do crescimento das vendas. Assim, com o apoio do Banco do Brasil o empresário obterá os recursos para quitar seus tributos com toda tranquilidade", conclui o executivo. As contratações poderão ser realizadas até 31 de março de 2013 ou até o término dos recursos.
Fonte: DCI - Comércio, Indústria e Serviços
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
SPC Brasil amplia a parceria com a SERASA
Temos o prazer de dividir com você que a partir de hoje ampliamos a parceria com o SERASA EXPERIAN.
O convênio vai permitir que cerca de 1 milhão de empresas filiadas as Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) e Associações Comerciais (ACS), usuárias do SPCem todo Brasil, se beneficiem plenamente deste novo momento da parceira, ao efetuar com mais segurança uma venda a prazo ou conceder crédito para consumo, além de aumentar o leque atual de produtos disponíveis para o associado.
Fonte: CDL Surubim - 05/09/2011
Surubim terá indústria de cimento e mineradora de R$ 83,4 milhões
Diario de Pernambuco - Diários Associados
Publicação: 26/11/2012 15:50 Atualização: 26/11/2012 21:20
| Até 2016, a indústria cimenteira deve ultrapassar a marca dos 100 milhões de toneladas de produção anual do produto |
O aquecimento do mercado imobiliário em Pernambuco volta a impulsionar novos investimentos na indústria. Até o fim de 2013, o município de Surubim, no Agreste do estado, ganhará uma fábrica da Cimenteira Santo Antônio e uma mineradora para reforçar a produção de clínquer (cimento numa fase básica de fabrico) e de cimento Portland. Juntos, os aportes chegarão a R$ 83,4 milhões, segundo informações do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).
A instituição financiará parte do empreendimento (R$ 38,6 milhões) com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e do BNDES Automático. Quando estiver em operação, a planta terá capacidade de produzir mil toneladas de cimento por ano, informou o banco em nota.
A Construtora Saint Enton, que pertence ao mesmo grupo empresarial da cimenteira, deverá consumir 10% da produção. “Os outros 90% vão atender à demanda de outras construtoras e dos consumidores ‘formiga’. Inicialmente, deveremos suprir a carência de Pernambuco, que importa 80% do cimento que consome hoje, mas também poderemos fornecer para outros estados nordestinos”, revelou o empresário Marcelo Moura Hazin, que assumirá a administração do empreendimento.
De acordo com o Banco do Nordeste, o consumo de cimento no país apresentou uma taxa de crescimento média de 6,7% anuais nos últimos cinco anos. Os números são do Plano Nacional de Mineração 2030, do Ministério de Minas e Energia. Até 2016, estima-se que a indústria cimenteira ultrapasse a marca dos 100 milhões de toneladas de produção anual do produto. No Brasil, existem atualmente 79 fábricas do setor, sendo 20 no Nordeste.
Com informações do Banco do Nordeste
Indústria pernambucana recupera confiança em dezembro
Publicação: 10/01/2013 18:27 Atualização: 10/01/2013 21:01
| A boa expectativa para contratação de mão de obra nos próximos três meses foi o que mais contribuiu para o aumento do índice |
O Índice de Confiança da Indústria de Pernambuco (ICI-PE) cresceu 3,2% em dezembro na comparação com novembro, aponta sondagem realizada pela Agência Condepe/Fidem e Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgada nesta quinta-feira (10). Entre um mês e outro, o ICI-PE passou de 113,2 para 116,8 pontos, indicando uma recuperação na confiança do setor. No mesmo período, o ICI-BR registrou variação de 1,2%, atingindo 102,9 pontos.
Saiba mais...
De acordo com o levantamento, o aumento da confiança industrial em Pernambuco foi influenciado tanto pelo momento presente quanto pelas expectativas para os meses seguintes. O Índice da Situação Atual (ISA-PE) avançou 4,1% (125,9 pontos), enquanto o Índice de Expectativas (IE-PE) cresceu 2,2%.
Segundo Rodolfo Guimarães, diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da Agência Condepe/Fidem, a recuperação do segmento já era esperada no estado. “A reação da indústria local resulta em parte de medidas tomadas em âmbito nacional, apesar do setor, em Pernambuco, não ter em nenhum momento apresentado queda, como no Brasil. Isso significa que em 2013 a indústria de transformação tanto nacional quanto local deve acelerar a retomada”.
Dentre os quesitos, a maior influência em relação ao momento presente foi do nível de estoques. Depois de recuar para 103,6 pontos em novembro, o indicador avançou 5,6% em dezembro, atingindo 109,4 pontos, o melhor nível desde junho de 2011. A proporção de empresas que consideram os estoques insuficientes subiu de 12,7% para 16,2%. Ao mesmo tempo, houve diminuição da parcela de empresas que avaliaram os estoques como excessivos, de 9,1% para 6,8%.
A boa expectativa para contratação de mão de obra nos próximos três meses foi o que mais contribuiu para o aumento do Índice de Expectativas. O indicador cresceu 5,9% em dezembro (121,2 pontos), maior patamar desde maio de 2012. A parcela de empresas que esperam reduzir o efetivo de mão de obra caiu de 25,3% para 6,7%, enquanto que a das que preveem maior nível de emprego diminuiu de 29,8% para 27,9%. Para mais da metade dos empresários (65,4%), o estoque de empregos se manterá igual, enquanto que em novembro esse percentual era de 34,9%.
Já o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) medido pela sondagem chegou a 80,6% em dezembro. O resultado ficou acima da média para o período desde abril de 2005 (78,3%). A coleta de dados foi realizada entre os dias 3 e 21 de dezembro com 310 empresas informantes.
Fonte: Diario de Pernambuco
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
CNDL e SPC apontam recuperação de crédito no varejo
Para economistas, apesar de resultado pouco expressivo do PIB em 2012, atividade do comércio varejista se manteve aquecida e vendas fecham no azul
No mês de dezembro, a inadimplência do consumidor brasileiro registrou leve alta de 1,12% em comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com o indicador mensal de inadimplência do comércio divulgado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).
Na comparação com o mês imediatamente anterior, houve uma ligeira retração de 0,91%. Para a economista do SPC Brasil, Ana Paula Bastos, esse resultado reflete “a preocupação dos consumidores em não se endividarem, tendo em vista as compras de Natal e os compromissos com contas sazonais de início de ano, como IPTU, IPVA e matrículas escolares”, explica.
No acumulado do ano — de janeiro a dezembro de 2012, frente ao mesmo período de 2011 —, a inadimplência cresceu 1,90%, mas na avaliação de economista, o cenário não chega a ser preocupante. “O nível de desemprego está menor e os ganhos salariais têm crescido acima da inflação, o que possibilita ao consumidor ter maior controle sobre o orçamento e uma maior capacidade de quitar os débitos”, sustenta.
Vendas
Em relação às consultas ao banco de dados do SPC Brasil que, de certa forma, refletem o nível de atividade no varejo, o mês de dezembro registrou alta de 8,27% frente ao mesmo período de 2011. Na comparação de dezembro com o mês imediatamente anterior, o número de consultas apresentou crescimento de 33,42%. Já no acumulado do ano, a atividade comercial apresentou acréscimo de 6,75%.
De acordo com os especialistas do SPC Brasil, este crescimento é considerado natural e responde às expectativas do setor, uma vez que grande parte do consumo em dezembro se deu em função das compras de Natal e da injeção de pelo menos R$ 131 bilhões na economia brasileira, decorrente da segunda parcela do 13º salário.
Já o resultado consolidado nos últimos 12 meses no azul decorre da conjuntura econômica favorável ao consumo. A política de afrouxamento monetário adotada pelo Banco Central (redução da taxa básica de juros de 11,00% a.a em dezembro/2011 para 7,25% a.a em dezembro/2012), as prorrogações da redução do IPI Zero para eletrodomésticos, móveis e automóveis e o acesso facilitado ao crédito foram fatores que contribuíram com o aquecimento do mercado.
Recuperação de crédito
O número de cancelamento de registros, que reflete a recuperação de crédito no varejo e a quitação de dívidas, foi positivo em dezembro de 2012 e apresentou alta de 1,08% sobre o mesmo mês em 2011. Em relação a novembro de 2012, a recuperação de crédito cresceu 21,50%. No acumulado do ano, o número de consumidores que saldaram dividas atrasadas apresentou uma pequena elevação de 0,43%, segundo indicador SPC Brasil.
Na avaliação da entidade, as pressões do governo federal sobre os bancos comerciais para que houvesse uma redução das taxas cobradas no crédito para pessoa física permitiu aos consumidores, em 2012, um ambiente mais propício para regularizar dívidas com os credores.
Balanço do ano
De acordo com o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Jr, o ano de 2012 pode ser considerado positivo para o setor do comércio varejista. “Os consumidores se mostraram mais estimulados a irem às compras, principalmente, porque a maioria deles está devidamente empregada”, justifica.
E para 2013, o cenário é de otimismo, avaliam a CNDL e o SPC Brasil. Tanto pela manutenção dos altos índices de empregabilidade (O IBGE aponta que em novembro a taxa de desocupação foi de 4,9%) como pelas projeções de um crescimento mais vigoroso do PIB, somados a entrada em operação do “Cadastro Positivo”, que vai favorecer a ampliação do crédito para os bons pagadores. Fatores que, juntos, tendem a beneficiar o consumo.
No entanto, a economista alerta: “É necessário disseminar a cultura do planejamento orçamentário, porque nem todos os consumidores estão imunes às compras por impulso que, na maior parte das vezes, comprometem a capacidade de pagamentos”.
Na comparação com o mês imediatamente anterior, houve uma ligeira retração de 0,91%. Para a economista do SPC Brasil, Ana Paula Bastos, esse resultado reflete “a preocupação dos consumidores em não se endividarem, tendo em vista as compras de Natal e os compromissos com contas sazonais de início de ano, como IPTU, IPVA e matrículas escolares”, explica.
No acumulado do ano — de janeiro a dezembro de 2012, frente ao mesmo período de 2011 —, a inadimplência cresceu 1,90%, mas na avaliação de economista, o cenário não chega a ser preocupante. “O nível de desemprego está menor e os ganhos salariais têm crescido acima da inflação, o que possibilita ao consumidor ter maior controle sobre o orçamento e uma maior capacidade de quitar os débitos”, sustenta.
Vendas
Em relação às consultas ao banco de dados do SPC Brasil que, de certa forma, refletem o nível de atividade no varejo, o mês de dezembro registrou alta de 8,27% frente ao mesmo período de 2011. Na comparação de dezembro com o mês imediatamente anterior, o número de consultas apresentou crescimento de 33,42%. Já no acumulado do ano, a atividade comercial apresentou acréscimo de 6,75%.
De acordo com os especialistas do SPC Brasil, este crescimento é considerado natural e responde às expectativas do setor, uma vez que grande parte do consumo em dezembro se deu em função das compras de Natal e da injeção de pelo menos R$ 131 bilhões na economia brasileira, decorrente da segunda parcela do 13º salário.
Já o resultado consolidado nos últimos 12 meses no azul decorre da conjuntura econômica favorável ao consumo. A política de afrouxamento monetário adotada pelo Banco Central (redução da taxa básica de juros de 11,00% a.a em dezembro/2011 para 7,25% a.a em dezembro/2012), as prorrogações da redução do IPI Zero para eletrodomésticos, móveis e automóveis e o acesso facilitado ao crédito foram fatores que contribuíram com o aquecimento do mercado.
Recuperação de crédito
O número de cancelamento de registros, que reflete a recuperação de crédito no varejo e a quitação de dívidas, foi positivo em dezembro de 2012 e apresentou alta de 1,08% sobre o mesmo mês em 2011. Em relação a novembro de 2012, a recuperação de crédito cresceu 21,50%. No acumulado do ano, o número de consumidores que saldaram dividas atrasadas apresentou uma pequena elevação de 0,43%, segundo indicador SPC Brasil.
Na avaliação da entidade, as pressões do governo federal sobre os bancos comerciais para que houvesse uma redução das taxas cobradas no crédito para pessoa física permitiu aos consumidores, em 2012, um ambiente mais propício para regularizar dívidas com os credores.
Balanço do ano
De acordo com o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Jr, o ano de 2012 pode ser considerado positivo para o setor do comércio varejista. “Os consumidores se mostraram mais estimulados a irem às compras, principalmente, porque a maioria deles está devidamente empregada”, justifica.
E para 2013, o cenário é de otimismo, avaliam a CNDL e o SPC Brasil. Tanto pela manutenção dos altos índices de empregabilidade (O IBGE aponta que em novembro a taxa de desocupação foi de 4,9%) como pelas projeções de um crescimento mais vigoroso do PIB, somados a entrada em operação do “Cadastro Positivo”, que vai favorecer a ampliação do crédito para os bons pagadores. Fatores que, juntos, tendem a beneficiar o consumo.
No entanto, a economista alerta: “É necessário disseminar a cultura do planejamento orçamentário, porque nem todos os consumidores estão imunes às compras por impulso que, na maior parte das vezes, comprometem a capacidade de pagamentos”.
Fonte: CNDL
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