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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

17 milhões de consumidores devem ir às compras de última hora neste Natal, estima SPC Brasil

Pressa e aglomeração nas lojas podem trazer prejuízo ao bolso do brasileiro. 


17 milhões de consumidores devem ir às compras de última hora neste Natal, estima SPC Brasil.
Foto: Portal Meu Bolso Feliz

O jeitinho brasileiro de deixar tudo para a última hora deve prevalecer mais uma vez neste Natal. Se depender do consumidor, os corredores das lojas e dos shopping vão ficar lotados nesse fim de ano. Um estudo realizado pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pelo portal de educação financeira Meu Bolso Feliz em todas as capitais brasileiras estima que 17 milhões de consumidores vão deixar para comprar os presentes faltando uma semana para o Natal − no ano passado, este número era de 16,5 milhões de pessoas.
A pesquisa também mostra que apenas 5% dos entrevistados disseram que vão deixar de comprar o presente para aproveitar as liquidações de início de ano. Este percentual sobe para 13%, quando analisados apenas os consumidores com mais de 50 anos e cai para 0% entre os entrevistados de 25 e 34 anos.
Perfil do gasto
Neste ano, o gasto médio do presente de Natal aumentou de R$ 86,59 em 2013 para R$ 122,40 em 2014. Por outro lado, o número médio de presentes comprados deve permanecer estável: 4,3 presentes por consumidor. De acordo com o estudo, a pessoa mais presenteada neste Natal deve ser a mãe, com 56% das intenções, seguida pelos filhos, com 53% das intenções, e pelo cônjuge, com 52%. As roupas (77%), os calçados (50%) e os perfumes (45%) devem ser os presentes mais comprados e também os mais desejados pelo consumidor. Veja as listas completasaqui.
Comprar de última hora é um mau negócio
Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, deixar as compras natalinas para a última hora não é uma boa opção para quem pretende gastar menos. "Se o consumidor deixa para comprar em cima da hora, acaba não tendo tempo para pesquisar preços e, consequentemente, desembolsa mais. Sem mencionar o risco dele não encontrar o produto desejado e ter que optar por um bem mais caro, comprometendo o orçamento", explica Kawauti.
Os especialistas do SPC Brasil alertam para o que consumidor, movido pelo estresse e pela empolgação, não acabe fazendo compras sem necessidade. "Na pressa por garantir todos os itens da lista e para não deixar ninguém sem presente, o consumidor acaba dando menos importâncias aos detalhes e cede às compras impulsivas. Sem falar no estresse ocasionado pelas longas filas nos caixas e pela dificuldade para encontrar vaga nos estacionamentos", adverte. O ideal, segundo a economista, é fazer uma lista de todos os presenteados e levar o dinheiro contado que se quer gastar. Dessa forma, não há perigo de exceder o valor previsto.
IPTU, IPVA e material escolar
A economista lembra que após os gastos com as festas de fim de ano, os consumidores são obrigados a arcar com o pagamento de compromissos sazonais de alguns tributos como IPVA, IPTU, seguro do carro e material escolar, o que juntos pressionam o orçamento doméstico.
"Uma dívida feita sem planejamento pode comprometer o orçamento de muitos meses. O efeito imediato das compras impulsivas e não planejadas realizadas no período natalino é a inadimplência, pois somente depois que as contas de início de ano chegarem é que o consumidor vai se dar conta de que o salário não será suficiente para cobrir a soma de todas as parcelas dos presentes comprados", alerta a especialista.
Baixe a pesquisa completa


Fonte: Assessoria de Imprensa do SPC Brasil

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Brasileiro deve gastar quase 30% mais com presentes de Natal este ano, aponta pesquisa do SPC Brasil/CNDL

Roque Pellizzaro Junior apresentou dados da
pesquisa em São Paulo, nesta terça-feira (19)
(Foto: Fabíola Glenia/G1)
O consumidor brasileiro deve comprar e gastar mais com os presentes de Natal este ano na comparação com o ano passado, indica pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) divulgada nesta terça-feira (19).
O gasto médio por compra deve ser de R$ 111,39, valor 29% superior aos R$ 86,59 de 2012. A quantidade de presentes também será mais generosa: 4,4 por consumidor, ante 4,1 um ano atrás.
A média de gasto com os presentes de Natal em 2013 será de R$ 490,12, sendo que as classes A e B devem gastar cerca de R$ 670,76, contra R$ 413,24 das classes C, D e E. “Apesar da diferença de renda ser alta, a diferença com o gasto médio é relativamente baixa. O Brasil que vai movimentar mesmo o Natal são as classes C, D e E”, disse Roque Pellizzaro Junior, presidente da CNDL, durante coletiva de imprensa realizada em São Paulo.
De acordo com a pesquisa, a renda média bruta mensal por domicílio entre os entrevistados que afirmaram que vão presentear este ano é de R$ 960 nas classes D e E, e chega a R$ 6.540 entre aqueles da classe A.
O otimismo se deve, em parte, ao fato de 57% dos entrevistados terem afirmado que a situação financeira pessoa melhorou de 2012 para cá.
O estudo de Intenção de Compras para o Natal 2013 ouviu mais de 860 consumidores de todas as 27 capitais brasileiras, com mais de 18 anos, de diferentes classes econômicas, entre os dias 23 e 27 de outubro.
De todas as pessoas ouvidas, 67% afirmaram que pretendem presentear parentes e amigos neste Natal, enquanto 15% disseram que não vão dar presentes. Entre estes últimos, 22% alegaram que não vão presentear pois têm que priorizar o pagamento de dívidas. Os 18% restantes dos entrevistados ainda não decidiram se vão presentear.
A intenção de compras é de 76% entre as classes C, D e E, contra 52% entre as classes A e B. Entre as mulheres, 76% afirmarm que irão presentear, contra 58% dos homens.
Quem mais vai abocanhar presentes no Natal serão os filhos, que são citados por 70% dos entrevistados; 47% vão dar algo para o marido ou esposa; e 41% citaram as mães. Só por curiosidade, sogro e sogra aparecem com 7% das respostas.
Produtos
Entre os produtos que o consumidor brasileiro pretende comprar, as roupas lideram, com 73% das respostas. Calçados aparecem na sequência (38%), seguido de perfumes ou outros cosméticos (33%) e jogos e brinquedos em geral (33%).

Em relação aos produtos que a pessoa gostaria de ganhar, 51% declaram computador, notebook ou tablet.
Forma de pagamento
Para 57% dos entrevistados, o dinheiro será a principal forma de pagamento na compra dos presentes, enquanto 16% usarão o cartão de crédito parcelado, 12% o cartão de débito, e 9% o cartão de crédito à vista.

Mais da metade dos entrevistados (51%) pretende utilizar o 13% salário para realizar as compras.