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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Poupança passa a render mais que maioria dos fundos de investimento após alta da taxa Selic

 (Arquivo/D.A Press)

A elevação da taxa Selic (juros básicos da economia) para 8% ao ano beneficiou quem guarda dinheiro na poupança. Por causa da fórmula em vigor desde o ano passado, que atrelou a remuneração da caderneta aos juros básicos, o rendimento da aplicação subiu de 5,25% para 5,6% ao ano.

De acordo com levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a mudança na taxa Selic deixa a poupança mais rentável que a maioria dos fundos de investimento. Apenas nos casos em que os fundos cobram taxas de administração baixas e o dinheiro fica aplicado por mais tempo, a caderneta torna-se menos vantajosa.

Segundo a Anefac, a poupança rende menos que os fundos somente quando a taxa de administração corresponde a 0,5% ao ano se o dinheiro ficar aplicado pelo menos dois anos. Em quase todas as outras simulações, a poupança tem rendimento maior. A exceção é para as aplicações de um a dois anos em um fundo com taxa de administração de 0,5% ao ano. Nesse caso, o fundo rende o mesmo que a poupança.

Pela regra em vigor, quando a taxa Selic está maior que 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais a taxa referencial (TR), tipo de taxa variável. Quando os juros básicos da economia estão iguais ou inferiores a 8,5% ao ano, a caderneta rende 70% da taxa Selic mais a TR. No entanto, a taxa referencial é igual a zero quando a Selic está igual ou menor que 8% ao ano, o que torna o rendimento totalmente atrelado aos juros básicos.

A fórmula só vale para o dinheiro depositado na poupança a partir de 4 de maio de 2012. Para os depósitos anteriores, o rendimento segue a regra antiga, de 0,5% ao mês mais a TR. Os demais direitos de quem aplica na caderneta foram mantidos, como a isenção de taxa de administração e de impostos.

Apesar da remuneração maior, a poupança continua rendendo menos que a inflação esperada para 2013. De acordo com o boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada toda semana pelo Banco Central, a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá fechar o ano em 5,81%. No Relatório de Inflação, divulgado no fim de março, o próprio Banco Central projeta que o IPCA encerrará 2013 em 5,7%.

Fonte: Agência Brasil / Diário de Pernambuco

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Já praticou educação financeira para você e para sua empresa?


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*José Edson Monteiro

Em países desenvolvidos, a educação financeira é parte integrante da educação cívica e consta da grade curricular de todas as escolas, públicas e privadas.
No Brasil nunca nos preocupamos com isso e, no máximo, a população tem visto o planejamento e a educação financeira como algo exclusivo dos ricos e das grandes empresas. Poucos consideram que ela poderia ser para pessoas comuns e para micro e pequenas empresas.
Por falta de educação financeira domestica, não temos em casa, geralmente, nenhum tipo de controle de gastos e despesas. Ora, como não estamos acostumados a fazer este tipo de controle financeiro em nossa vida pessoal, levamos para nossas empresas os erros e vícios adquiridos.
Em toda palestra que apresento, sempre faço a seguinte pergunta: Quantos de vocês têm e executam orçamento familiar? Menos de 10 por cento dos presentes respondem que sim. A gestão financeira é a maior causa da morte das micro e pequenas empresas no Brasil, pois habilidade de produzir e comercializar a maioria tem, mas peca por não dar a devida importância ao planejamento e controle empresarial.
Na maioria das vezes, o empresário retira do seu empreendimento mais do que ele (o empreendimento) pode suportar. Como ele não anota os seus gastos pessoais fica retirando o que precisa do caixa da empresa e quando mistura dinheiro pessoal com dinheiro da empresa é o começo do fim.
Então, nossa orientação é: Antes de pensar no orçamento da empresa, primeiro faça o orçamento pessoal. Quanto você precisa para viver? Se você não tem outra fonte de renda e vai viver do trabalho na sua empresa, tem que pensar bem de quanto vai ser a sua retirada, para saber se ela é capaz de pagar a importância que você precisa para sobreviver.
Muitos empresários não anotam o que retiram em mercadorias e em dinheiro do seu negócio. Como não anotam não têm a devida noção de quanto estão gastando. É muito comum encontrarmos casos em que o empresário diz que retira pouco ou quase nada e que não sabe para onde está indo o dinheiro.
Quando começamos a colocar todas as despesas pessoais no papel é que ele começa a ver o quanto está tirando sem perceber e que está tendo dificuldades na empresa por estar gastando mais do está ganhando.
O empresário tem que estipular um valor e não retirar mais do que isso. E, principalmente, não pagar com dinheiro e/ou cartão da empresa despesas pessoais e familiares. Ele tem que raciocinar como se empregado fosse e viver da sua retirada como viveria do seu salário.
Se qualquer pessoa gastar mais do que ganha, vai usar o limite do cheque especial, ficar “pendurado” em cartão de crédito etc.

O mesmo acontece com a empresa se sair mais dinheiro do que entra. Algumas pessoas dizem: mas eu ganho tão pouco como vou poupar?
Certamente, vocês devem conhecer dentro do circulo de amizades, ou dentro da própria família, dois tipos de pessoas: Uma que ganha pouco, mas vive sem grandes preocupações financeiras. Outra que ganha mais e só vive “aperreado”, inclusive, pedindo a toda hora dinheiro emprestado. É tudo uma questão de controle, disciplina e organização.
Finalizando, todas as pessoas Físicas ou Jurídicas têm que ter controle dos seus gastos, o grande segredo estar em gastar menos do que ganha e guardar a diferença.
É muito salutar ter uma poupança por pequena que for. Para a empresa, a melhor poupança é o famoso Capital de Giro, muito falado e pouco compreendido. Assunto que iremos tratar em outro artigo.

José Edson Monteiro é administrador e analista de Orientação Empresarial do Sebrae em Pernambuco