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quinta-feira, 14 de março de 2013

Desempenho do comércio em janeiro fica abaixo das expectativas, dizem CNDL e SPC Brasil


Líderes do setor varejista esperam resultados melhores em fevereiro deste ano, tendo  em  vista  a entrada  do  novo  salário  mínimo na  economia  brasileira

Embora dados do IBGE divulgados nesta quinta-feira (14/3) indiquem que o comércio varejista em janeiro tenha apresentado crescimento anual de 5,9%, representantes da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) acreditam que o desempenho do setor ficou abaixo das expectativas, tendo em vista o crescimento do varejo nos anos anteriores.

De acordo com dados da Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, o crescimento anual de janeiro nos anos de 2012, 2011 e 2010 foi de 7,3%, 8,3% e de 10,4%, respectivamente. “O comércio em janeiro de 2013 apresentou o menor desempenho anual dos últimos três anos. Não é um bom resultado, levando em consideração que o Brasil atualmente caminha sobre os menores índices históricos de desemprego. Esperamos resultados melhores em fevereiro, tendo em vista a entrada do novo salário mínimo na economia brasileira”, avalia o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior.

Para o líder do setor varejista, o fraco crescimento apresentado em janeiro deste ano mostra a perversidade do poder corrosivo da inflação nas relações comerciais. “A inflação diminui o poder de compra do consumidor, o que impacta negativamente no volume de vendas do comércio”, afirma Pellizzaro Junior. 
Fonte: Ascom CNDL

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O que esperar para 10 setores da economia brasileira em 2013facebooktwitteremail


Após um ano de "pibinho", veja quais setores devem se recuperar em 2013

No geral, o varejo ainda deve ter um desempenho razoável em 2013, porém não tão robusto como em 2012, conforme avalia Eugenio Foganholo, diretor da Mixxer, consultoria especializada em bens de consumo e varejo. Isso porque os fundamentos que sustentaram o crescimento nos últimos anos ainda estão presentes, mas não tem tanto espaço para crescer como tinham antes. O emprego, por exemplo, que vem crescendo, já está próximo da estabilidade, assim como a massa salarial e a renda das famílias.


Alguns segmentos podem sentir mais efeitos negativos por motivos específicos e outros podem ter um desempenho melhor. Um ponto importante no ano passado foi a redução do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) para linha branca. Com a medida, o consumo desses produtos aumentou muito e deve começar a estabilizar ou até diminuir neste ano. Por outro lado, como lembra Foganholo, setores como o de confecções, que ficaram de lado já que o bolso do consumidor estava comprometido com outros produtos, devem apresentar recuperação.



Desafios
Com os fundamentos mais estabilizados, o crescimento do setor deve estabilizar também, lembra Foganholo. Além disso, nos últimos anos os consumidores vêm apresentando um comportamento mais imprevisível em relação a suas compras. Datas que costumavam ter picos no varejo já não são sucesso de venda e outros momentos que não teriam um desempenho atípico, apresentam sucesso nos negócios. Para Foganholo, esse movimento vai continuar.


Segundo ele, as grandes varejistas já começam a driblar esse desafio incentivando gastos o ano todo. Isso pode ser feito com vários artifícios, desde o aumento do mix de produtos nas lojas, até promoções durante o ano.


Fonte: Exame