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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Varejo volta a financiar o consumidor

As lojas voltaram a financiar as compras do consumidor por meio de cartões próprios, carnês e boletosGetty Images
As lojas voltaram a financiar as compras do consumidor por meio de cartões próprios, carnês e boletos, depois do fim de muitas parcerias com bancos nos últimos anos.
Com a ascensão das classes de menor renda, o cadastro dos clientes que compravam a prazo nas redes de lojas chegou a ser a noiva mais cobiçada pelos bancos, que assediaram o varejo para financiar as carteiras de crédito.
Mas, com a alta do calote do consumidor e o achatamento dos spreads (diferença entre o custo de captação e o do empréstimo), esse filão ficou desinteressante para as instituições bancárias. Elas ficaram sem margem para bancar esse crédito.
Segundo o Banco Central, a inadimplência nesse segmento atingiu em maio do ano passado o pico de 9,4% dos créditos a receber. O que se vê agora é um movimento em sentido contrário dos últimos anos.
Pressionados pela necessidade de vender, muitos varejistas voltaram a assumir o risco de conceder crédito para os clientes, que tinha sido terceirizado para os bancos.
Sinais da retomada do duplo papel do varejo — emprestar dinheiro para poder vender — já aparecem nos dados de crédito do BC (Banco Central). Desde o terceiro trimestre de 2012, as concessões de crédito para empresas com recursos livres — que envolve desconto de duplicatas, cheques e cartão de crédito —, são crescentes ante igual período do ano anterior. Isso significa que o varejista está buscando recursos no mercado para bancar a venda a prazo.
No terceiro trimestre deste ano, o acréscimo dessas linhas atingiu 16,62% em relação ao mesmo período de 2012, com destaque para antecipação para o cartão de crédito (50%), aponta levantamento feito com base em dados do BC pela economista-chefe do SPC Brasil, Luiza Rodrigues.
Ritmo menor
Em contrapartida, o ritmo de alta das concessões de financiamentos para o consumidor comprar "outros bens", que inclui eletrodomésticos e eletrônicos, por exemplo, exceto carros, e representa o crédito dos bancos dado nas lojas, perdeu fôlego.
No terceiro trimestre de 2012, os financiamentos aprovados pelos bancos para a compra desses itens crescia 11,22% ante mesmo período de 2011. No terceiro trimestre deste ano essa taxa desacelerou para 5,82% na comparação anual. A variação é praticamente igual à inflação do período. Isso significa que não houve avanço real na linha de crédito.
"A maior evidência de que os bancos estão preferindo emprestar às empresas e não tomar o risco do consumidor é que o desconto de pagamento parcelado subiu fortemente nos últimos meses", diz Luiza.
O presidente da CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas), Roque Pellizzaro Jr., explica que o casamento não funcionou porque a inadimplência aumentou. "Os bancos perceberam que precisavam também da margem gorda do varejo para que a conta fechasse. Só a margem financeira não era suficiente."
Com o aumento do calote, as lojas perderam vendas. É que, no caso das parcerias que foram mantidas, os bancos apertaram os critérios de aprovação de novos créditos de tal forma que tornaram os negócios inviáveis.
Na varejista de materiais de construção C&C, por exemplo, houve nos últimos meses um avanço na participação do cartão de crédito comum nas vendas, conta o diretor-geral da rede, Osvaldo Leivas.
O aumento da fatia do cartão ocorreu para bancar as vendas financiadas por bancos. Por três anos, a rede tinha parceria com o Itaú, rompida em meados de 2012.
Na avaliação de um varejista que prefere não ser identificado, o grande perdedor da saída dos bancos do crédito para compras dentro das lojas é o consumidor. É que o custo para o próprio varejista buscar crédito no mercado para repassar aos clientes é maior que o dos bancos.
Isso significa juros maiores na ponta. Além disso, sem o banco, a capacidade da loja de alongar prazos é menor. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 30 de novembro de 2013

1ª Caminhada Pela Paz acontece neste domingo em Surubim

Será realizada no próximo domingo 1° de dezembro, a 1ª Caminhada Pela Paz, organizada pelo Movpaz.  A concentração está marcada para às 16h, em frente a Escola Maria Cecília e segue pela principais ruas da cidade.


Segundo os organizadores do evento, o objetivo da caminhada é congregar as diferenças ideológicas, religiosas e culturais em favor da Paz. Vários artistas também estarão presentes, vestindo a camisa pela Paz.


As camisas do evento custam R$ 20,00 e podem ser adquiridas na Clínica Salutar, Laboratório Luiz Celso ou em BT Confecções.



Fonte: Blog da Integração FM

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Dinheiro extra: 13º salário dos servidores efetivos do município vai movimentar R$ 1.380.543 na economia de Surubim

13º salário dos servidores efetivos do município vai movimentar R$ 1.380.543 na economia de Surubim 

A Prefeitura de Surubim inicia nesta quinta-feira (28) o pagamento do 13.º salário integral aos servidores efetivos do município. O abono natalino representa um montante de R$ 1.380.543.

Já os funcionários de cargos comissionados e contratados receberão o 13.º em dezembro.

Nesta sexta-feira (29), a prefeitura realiza o pagamento do salário referente ao mês de novembro a todos os servidores. Serão mais R$ 2.449.110 pagos aos funcionalismo.

O valor das duas folhas de pagamento somadas se aproxima dos R$ 4 milhões (R$ 3.839.653).

“É um valor significativo que a prefeitura coloca no comércio em dois dias e ajuda a aquecer a economia do município”, disse o prefeito Túlio Vieira.


Fonte: Prefeitura de Surubim / Foto: Info Money

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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

VAREJO BRASILEIRO TEM 72 EMPRESAS QUE FATURAM MAIS DE R$ 1 BILHÃO


GrupoFaturamento em 2012
(em bilhões)
Grupo Pão de AçúcarR$ 57,2
Grupo CarrefourR$ 31,4
Grupo Walmart BrasilR$ 25,9
Lojas AmericanasR$ 13,0
CencosudR$ 9,7
Magazine LuizaR$ 9,0
Máquina de VendasR$ 9,0
MakroR$ 6,3
O BoticárioR$ 5,7
Raia DrogasilR$ 5,5
 “Clube do Bilhão”. É esse o apelido carinhoso dado aos negócios que apresentam faturamento de mais de R$ 1 bilhão ao ano e estão listados no Ranking das 120 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro. Na edição deste ano, que leva em conta os resultados obtidos em 2012, 72 empresas fazem parte desse clube, 14 a mais em relação ao ano anterior. O resultado foi divulgado em evento nesta terça-feira (26/11).
Segundo Eduardo Terra, vice presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), que elaborou o ranking em parceria com a Consultoria PwC, a tendência é que esse número continue aumentando nos próximos anos e chegue a cerca de 90 em 2014. Em rankings da Europa e dos Estados Unidos, por exemplo, todas as grandes varejistas têm faturamentos bilionários e o Brasil está caminhando para esse status, de acordo com Terra. Na avaliação dele, parte das empresas alcançará essa marca através do crescimento orgânico, enquanto outras chegarão lá por fusões ou aquisições.
Segundo Jorge Inafuco, gerente sênior da PwC Brasil, há espaço no mercado para fusões e aquisições e as empresas varejistas de bens de consumo devem representar 10% desse tipo de negócio até o final deste ano. O modelo que deve prevalecer é o de fusão, como aconteceu com a Máquina de Vendas, que uniu redes como Insinuante e Ricardo Eletro. “As empresas se unem para ganhar escala e governança e juntar o que cada uma tem de melhor”, diz Inafuco.
Outra mudança que pode aparecer já no ranking do próximo ano é a entrada de varejistas especializados em e-commerce, como Dafiti e Netshoes. Pelo menos é o que preveem os responsáveis pela lista.
O levantamento aponta que há espaço para as empresas crescerem em número de lojas e aumentar sua presença no Brasil. Entre as 120 maiores, apenas sete operam mais de mil lojas e nove estão presentes em todos os estados do país. A diferença de tamanho também reforça o entendimento de que pode haver mais fusões e aquisições. Da primeira colocada (Grupo Pão de Açúcar) para a décima (Droga Raia), o faturamento é dez vezes menor, o que abre a possibilidade para formação de outros grupos grandes.
Na análise por setores, destacou-se este ano o segmento Moda e Esportes, cujo faturamento cresceu 20,8% de 2011 para 2012. A expansão total das 120 maiores foi de 14,8% no mesmo período e juntas elas faturaram R$ 326 bilhões, o que representa 28% de todo o consumo de bens no Brasil.
Previsões


Cláudio Felisoni, presidente do IBEVAR, espera um crescimento de 4% no varejo em 2013. Para ele, o número é expressivo levando em consideração as condições do país neste ano. Para o ano que vem, ele espera alta de 3%. A Copa e as eleições devem aquecer o mecado, mas o déficit fiscal brasileiro impedirá o governo de exercer estímulos como tem feito nos últimos anos.

Um dos principais problemas da economia brasileira, segundo Felisoni, é a falta de confiança. Ele citou o exemplo dos exames antidoping da Copa do Mundo. “Pela primeira vez todos os exames serão feitos na Suíça. Nem na África do Sul foi assim. Então o potencial de consumo no Brasil é grande, as fusões acontecem, mas há problemas de confiança”, afirmou.
Fonte: Época Negócios / Foto: Sebrae PR