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quinta-feira, 29 de maio de 2014

47% dos empresários do comércio temem prejuízos com as manifestações na Copa, mostra SPC Brasil

47% dos empresários do comércio temem prejuízos com as
manifestações na Copa, mostra SPC Brasil
Durante a Copa das   Confederações,  em  junho   do   ano   passado,   o setor registrou o pior resultado de vendas para o mês, segundo dados da CNDL e do SPC


Um terceiro painel da pesquisa sobre os empresários e a Copa do Mundo, encomendada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), aponta que 47% dos comerciantes acreditam que o comércio deve sofrer perdas de faturamento por conta das manifestações de rua. O estudo ouviu 600 proprietários e gestores de empresas cujos segmentos de atuação têm relação direta com o evento nas sete cidades-sede que mais receberão partidas (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza).


De modo geral o estudo aponta que a maioria dos entrevistados (77%) acredita que vão ocorrer manifestações durante os jogos da Copa. No entanto, este percentual varia, dependendo da cidade-sede analisada. Em Belo Horizonte/MG, por exemplo, o percentual daqueles que apostam na ocorrência de manifestações chega a 100%, seguido por Fortaleza/CE (92%) e Recife (90%). Os percentuais mais baixos estão em Brasília/DF (66%), em São Paulo/SP (72%) e no Rio de Janeiro/RJ (73%).


A pesquisa mostra que, no total, 47% dos entrevistados acreditam que a onda de manifestações irá impactar os negócios de forma negativa. Na avaliação do presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior, é natural que o os comerciantes estejam receosos, visto que o varejo -- principalmente o de rua e o das grandes capitais-- amargou prejuízos em junho do ano passado, durante a Copa das Confederações.


"O indicador de vendas na época apontou o pior resultado para o mês de junho de toda nossa série histórica. Muitos lojistas tiveram perdas por conta de depredações e outros tiveram que fechar as portas mais cedo por conta dos tumultos", explica Pellizzaro Junior.


Os percentuais apresentados na pesquisa também variam muito de cidade para cidade. Em Belo Horizonte, por exemplo, 81% dos empresários afirmam que, com certeza, haverá efeito negativo. Por outro lado , o número cai para 49% em Fortaleza/CE, reduz-se para 11% em Brasília/DF e praticamente desaparece no Rio de Janeiro (3%).



Causas


Os empresários que participaram do estudo apontaram duas causas principais para um provável impacto negativo: o consumidor vai evitar frequentar locais públicos (55% das respostas) e o estabelecimento ficará mais tempo fechado diante dos riscos de violência, saques e depredações do estabelecimento (45%). Os impactos negativos sobre as vendas seriam fortes, com consequência negativa para o evento como um todo.


Pellizzaro Junior explica que, a exemplo do que ocorreu no ano passado, quando grandes vias públicas foram interditadas por conta dos protestos, a população evitou se deslocar até shopping centers ou grandes magazines localizadas em regiões de fluxo, preferindo postergar as compras, ou -- na melhor das hipóteses -- comprar em estabelecimentos menores e mais próximos de suas casas.



Metodologia


Foram entrevistados proprietários e gestores de empresas cujo segmento de atuação tem relação direta com a Copa do Mundo nas cidades selecionadas. O tamanho amostral da pesquisa foi de 600 casos, gerando uma margem de erro no geral de 4,0 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%.



 
 

Informações à imprensa:
Guilherme de Almeida
(61) 3213 2030 | (61) 8350 3942
 


Vinícius Bruno
(11) 3251 2035 | (11) 9 7142 0742

sábado, 3 de maio de 2014

Empresários brasileiros dão avaliação mediana à infraestrutura das cidades da Copa


Brasília foi a cidade mais bem avaliada pelo empresariado, enquanto que 

São Paulo e Recife foram as mais criticadas  pelo  setor, revela SPC Brasil


Um segundo detalhamento da pesquisa sobre os empresários e a Copa do Mundo, encomendada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mostra a percepção que comerciantes e prestadores de serviços têm sobre a infraestrutura brasileira para receber o evento. O estudo ouviu 600 proprietários e gestores de empresas cujos segmentos de atuação têm relação direta com o evento nas sete cidades-sede que mais receberão partidas (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza).



Em uma escala de um a cinco pontos, Brasília (DF) foi a capital mais bem avaliada pelos empresários, enquanto que São Paulo (SP) e Recife (PE) foram as mais criticadas pelo setor. Confira a avaliação dos empreendedores sobre o nível de investimentos em suas próprias cidades:



Recife (PE)


Em um ranking entre as sete cidades-sede, Recife (PE) divide o posto de última colocada ao lado de São Paulo (SP). Os empresários da capital pernambucana, de modo geral, deram nota 2,7 à infraestrutura da cidade. Os pontos mais elogiados foram a Arena Pernambuco (4,0), a rede hoteleira local (3,5) e a qualidade/atratividade dos pontos turísticos (3,5).



Por outro lado, os pontos mais criticados foram a capacidade de lidar com as manifestações (1,7), o transporte público local (1,7) e a rede pública de saúde (1,7).




São Paulo (SP)
O empresariado de São Paulo atribuiu nota 2,7 aos investimentos feitos na cidade. Centro financeiro brasileiro e referência da culinária tradicional e contemporânea, os pontos mais destacados pelo setor foram o comércio (3,9), os bares/restaurantes (3,6) e a mão de obra local (3,5).



No entanto, as notas mais baixas foram dadas ao quesitos segurança (1,8), transporte público (1,8) e rede pública de saúde (1,8).




Belo Horizonte (MG)


Os empresários de BH, de modo geral, atribuíram nota 2,8 à capital mineira, deixando a cidade em quinto lugar entre as sete cidades pesquisadas. Os pontos mais elogiados de Belo Horizonte foram o estádio Mineirão (4,3), a rede hoteleira (3,9) e os bares/restaurantes (3,7), famosos por movimentarem a cena boêmia e gastronômica da capital mineira.



Já os pontos mais criticados foram a capacidade de lidar com as manifestações (1,8), o sistema de transporte público (1,8) e a rede pública de saúde (1,9).




Rio de Janeiro (RJ)


O Rio de Janeiro (RJ) teve média final 2,9, ficando em quarto lugar entre as sete cidades-sede avaliadas. Como era de se esperar, o requisito mais bem avaliado pelos empresários cariocas foram os pontos turísticos da cidade maravilhosa (4,4), seguidos da qualidade da rede hoteleira (4,4), dos bares/restaurantes (4,4) e do comércio (4,3).



Já os pontos mais críticos, na avaliação dos empreendedores locais, foram os aeroportos (1,9), a acessibilidade urbana (1,9), o transporte público (1,9), a segurança (1,8) e o despreparo para lidar com as manifestações (1,6).




Fortaleza (CE)


Com média final 3,5, a capital cearense ficou em terceiro lugar entre as cidades avaliadas pela pesquisa CNDL / SPC Brasil. Fortaleza saiu na frente na avaliação da Arena Castelão (4,1), dos pontos turísticos (4,0), do comércio (3,9) e na avaliação dos bares/restaurantes (3,9).



Os pontos negativos, na visão dos empresários cearenses, foram a mobilidade urbana (2,4), a segurança (2,3) e o transporte público (2,3).




Salvador (BA)


A capital baiana ficou com média final 3,2 e, no ranking geral, só ficou atrás da capital Brasília (DF). Para os empresários soteropolitanos, os destaques de Salvador são a hospedagem (4,1), os bares/restaurantes (4,0) e a Arena Fonte Nova (4,0). Aparentando um alto grau de aprovação com os investimentos feitos na cidade, o único ponto negativo para os empresários da região é a rede pública de saúde, que ficou com nota 2,2.




Brasília (DF)


Famosa pelo alto padrão de qualidade de vida, a capital Brasília obteve média final 3,5 e, na avaliação dos empresários locais, é cidade mais bem preparada para receber os jogos da Copa do Mundo. Os pontos mais destacados pelos empresários brasilienses foram as atrações turísticas (4,2), o comércio local (4,1), os bares/restaurantes (4,1), a rede hoteleira (4,0) e o estádio Mané Garrincha (4,0).



Segundo as notas atribuídas pelos empresários brasilienses, não há pontos negativos nos investimentos da capital federal.




Investimentos públicos aquém do desejado
De modo geral, os pesquisadores do SPC Brasil e da CNDL concluíram que a avaliação dos empresários tende a ser mais negativa, quando analisados segmentos de responsabilidade do poder público como segurança, saúde e transporte público, por exemplo. Por outro lado, as atividades da iniciativa privada como rede hoteleira, comércio, mão de obra e tiveram as notas mais altas.




Nota metodológica
Ao todo foram ouvidos 600 empresários, proprietários ou gestores, cujos negócios tem relação direta com a movimentação gerada pela Copa do Mundo e estão localizados nas sete cidades-sede, onde acontecerão o maior número de jogos (Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Fortaleza (CE), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Salvador (BA). A margem de erro é de 4 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%.

Fonte: SPC Brasil