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sábado, 6 de dezembro de 2014

Vendas a prazo crescem 3,87% em novembro, mas caem 0,37% no acumulado do ano, mostra indicador do SPC Brasil

Para o SPC Brasil, injeção de 13º salário e realização do 'Black Friday' nas lojas físicas não foram suficientes para impulsionar vendas em novembro na comparação mensal

As consultas para vendas a prazo, que sinalizam o ritmo de atividade no comércio, aceleraram no último mês de novembro com alta de 3,87% frente ao mesmo período do ano passado, segundo dados do indicador mensal calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O resultado supera a alta de 2,60% apresentada em novembro de 2013, mas fica abaixo da variação positiva de 8,26% registrada no mesmo mês de 2012.

A expansão pontual da atividade varejista no mês de novembro, contudo, não foi suficiente para reverter a tendência de desaquecimento das vendas parceladas no comércio ao longo deste ano (veja o gráfico abaixo). Dados do acumulado de 2014 mostram que nos últimos 11 meses, frente ao mesmo período do ano passado, as consultas para vendas a prazo caíram 0,37%.


Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o resultado positivo apresentado pelo mês novembro destoa das variações negativas e dos crescimentos modestos registrados nos meses anteriores. A economista afirma ainda que a retração nas vendas acumuladas do ano é consequência da economia em declínio, "influenciada principalmente pela elevação dos juros cobrados pelos credores, pela persistência da inflação no limite da meta, pelo menor crescimento da renda dos trabalhadores e pelo maior rigor na concessão de crédito".

Na avaliação de economistas do SPC Brasil, o brasileiro está com o 'pé no freio' quando o assunto é consumo. "Com a confiança do consumidor em baixa e com os bancos e comércio mais criteriosos na concessão de financiamentos, é mais fraca a evolução do crédito na economia. Além disso, o apetite do consumidor para contrair novas dívidas está em desaceleração, uma vez que seus gastos e pendências já atingiram o limite", explica a economista.

Comparação Mensal

Em relação a outubro deste ano, sem ajuste sazonal, as consultas para vendas parceladas se mantiveram praticamente estáveis e cresceram 0,04%. Segundo os economistas do SPC, o resultado verificado na passagem de outubro para novembro reforça o cenário de baixa. Mesmo com o pagamento do 13º salário, proximidade do Natal e avanço das ofertas em lojas físicas que começam a acompanhar os descontos online da Black Friday, as consultas mostraram um avanço modesto. Além disso, é preciso ponderar o chamado 'efeito calendário': novembro teve menos dias do que outubro, o que desfavorece as vendas a prazo.

Metodologia

O Indicador de Vendas a Prazo calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) é resultado de uma comparação percentual do volume de consultas para vendas a prazo ao banco de dados que o SPC Brasil tem acesso. O indicador tem abrangência nacional.


Informações à imprensa
Guilherme de Almeida
(61) 8350 3942

Vinícius Bruno
(11) 3251-2035 | (11) 9-7142-0742 | (11) 9-4161-6181

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Inadimplência registra queda pela primeira vez no ano, aponta indicador SPC Brasil

A inadimplência no comércio no mês de julho desacelerou pela quarta vez consecutiva e registrou a primeira queda do ano: uma variação de -1,94% em relação a julho do ano passado. Esse é o menor patamar registrado pelo indicador mensal do SPC Brasil, desde o início do registro da nova série histórica da entidade, calculada a partir de janeiro de 2012. O cálculo leva em consideração mais de 150 milhões de consumidores cadastrados em 800 mil pontos de vendas espalhados pelo país.

Se por um lado a inflação acima do centro da meta e a alta dos juros forçaram o brasileiro a consumir menos e de maneira consciente, por outro, estes fatores também aumentaram o custo de vida do consumidor, fazendo com que o movimento no comércio apresentasse uma retração. O resultado foi a desaceleração das vendas a prazo no varejo, que cresceram apenas +0,82% em julho frente ao mesmo período do ano passado. Esse é o segundo pior resultado desde janeiro de 2012, perdendo somente para o mês de junho deste ano, quando as vendas variaram +0,67%.


Na avaliação do presidente da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), Roque Pellizzaro Junior, os números de julho atestam um forte ritmo de desaceleração no comércio brasileiro. “O varejo este ano não conta com fatores macroeconômicos que ajudaram a aquecer o setor no passado, como os altos índices de crescimento de empregabilidade e a larga oferta de crédito com pessoas aptas a consumi-lo”, explica Pellizzaro Junior.

No acumulado do ano — de janeiro a julho de 2013, frente ao mesmo período em 2012 — as vendas registraram crescimento de +5,51%. “Este resultado está próximo do que prevemos para 2013. O varejo deve fechar o ano crescendo em torno de 5%, já descontada a inflação. É menor do que o resultado apresentado no ano passado, mas o suficiente para apresentar, mais uma vez, um desempenho melhor do que o PIB nacional”, concluiu.

Fonte: SPC Brasil