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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Novo salário mínimo de R$ 724 já está em vigor

Valor é 6,78% superior e vai injetar R$ 28,4 bilhões na economia em 2014

O novo salário mínimo de R$ 724 começou a vigorar nesta quarta-feira (1°). O valor é 6,78% superior aos R$ 678, base até essa terça-feira (31). O percentual está acima da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo que, segundo a projeção mais recente do boletim Focus, divulgada no início da semana passada pelo Banco Central, deve fechar o ano em 5,72%.

O aumento do salário mínimo está previsto na Lei Orçamentária Anual de 2014, e foi aprovado pelo Congresso na semana anterior à do Natal. No dia 23 de dezembro, a presidenta Dilma Rousseff assinou o decreto com o reajuste e confirmou o novo valor em sua conta no Twitter.

Segundo informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o mínimo injetará R$ 28,4 bilhões na economia em 2014. De acordo com cálculos da entidade, o novo valor permite a compra de 2,23 cestas básicas. Trata-se da maior relação de poder de compra desde 1979.

O salário mínimo passou a vigorar no Brasil em 1º de maio de 1940, durante o governo Getúlio Vargas. A Constituição Federal estabelece que o valor deveria ser suficiente para suprir as necessidades básicas do trabalhador e de sua família: alimentação, moradia, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e Previdência Social.

Foto: NE 10


Com informações da Agência Brasil

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Dilma confirma que mínimo ficará entre R$ 722 e R$ 724

A presidente Dilma Rousseff confirmou, na manhã desta quarta-feira (18) que o novo salário mínimo, vigente a partir de 1º de janeiro de 2014, ficará entre R$ 722 e R$ 724, o que representaria uma alta de 6,5% a 6,78% sobre os R$ 678 atuais. 

"A regra da correção do salário mínimo depende do fechamento do PIB (Produto Interno Bruto) e da inflação, mas dá para sabermos que ficará entre R$ 722 e R$ 724. Se tivermos perto de R$ 724 arredondamos para cima, damos uma força", disse. 

"O pessoal pode ficar satisfeito antecipadamente", completou a presidente, em entrevista para emissoras de rádio de Pernambuco.

Fonte: Agência Estado



Foto: NE 10

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Orçamento do governo para 2014 prevê salário mínimo de R$ 719,48


Documento, que ainda precisa de aprovação do Congresso, indica PIB de 4,5% e inflação também em 4,5% no próximo ano


Laís Alegretti e Renata Veríssimo, da Agência Estado
BRASÍLIA - O projeto da lei de diretrizes orçamentárias (PLDO) para 2014 indica crescimento real de 4,5% do PIB e também 4,5% para o IPCA. O documento indica taxa Selic de 7,25% em dezembro de 2014. Para o salário mínimo, a previsão é de R$ 719,48.O PLDO ainda traz previsão de crescimento real de 3,5% para o PIB neste ano. Em 2015, a estimativa é de 5% de alta e, para 2016, foi fixada previsão de 4,5% de elevação para o PIB.
Ainda para 2013, a estimativa é que o IPCA fique em 5,20%, passando para o centro da meta de 4,5% nos próximos três anos. A taxa Selic apresentada é de 7,25% em dezembro deste ano. A previsão para a dívida líquida do setor público é de 33,4% do PIB neste ano. Já para o ano que vem, a previsão para a dívida líquida alcança é de 30,9% do PIB.

O projeto, que ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional, apresenta uma estimativa do IGP-DI acumulado de 5% em 2014. A taxa de câmbio média indicada no mesmo documento é de R$ 2,04. Para a massa salarial média, a indicação é que seja 12,34% maior em 2014 ante 2013.

Meta fiscal. Para evitar o que ocorreu nos últimos anos, quando o governo teve que fazer um esforço fiscal maior para cobrir a meta de superávit de Estados e Municípios, o projeto do orçamento de 2014 tira a obrigação legal do governo federal de compensar os resultados dos entes da federação. O documento indica meta de superávit primário de 3,10% do PIB (ou R$ 167,4 bilhões) para o próximo ano.

Desse total, o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) ficará responsável por uma economia de R$ 116,1 bilhões, ou seja, 2,15% do PIB. Estados e Municípios terão que fazer um superávit de R$ 51,2 bilhões, o que equivale a 0,95% do PIB. O governo estabeleceu que pode ser abatido da meta até R$ 67 bilhões com gastos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e com desonerações tributárias.

O PLDO prevê ainda abatimento do PAC e desoneração de até R$ 67 bilhões.